VBAC – Parto da Lívia

Relato de parto da Lívia (Escrito pela Mamãe Amanda!)

VBAC natural hospitalar
Obstetra acomp. Nívia Ximenes
Obstetra Plantão: Roberto (não sei o sobrenome)
Enfermeira: Raquel Silva
Doula: Nathaly Rodrigues

Não sei muito bem por onde começar a escrever esse relato, afinal, foram meses de preparação e 52 horas sentindo dor, então se prepare que lá vem textão…

O parto da Lívía foi um VBAC, mas pra mim foi um ciclo que se fechou. Na minha primeira gravidez tinha intenção de ter um parto normal mas daquele jeito, como toda mulher que tem apenas “intenção” de parto normal, não me preparei, não estudei, não tinha um parceiro (mãe solteira) e ainda tive complicações de saúde e depressão. Ao final? Uma cesariana agendada. Minha primeira experiência como mãe foi bem difícil, tive um baby blues, olhava para aquele bebê sem entender direito como uma hora estava dentro da minha barriga, e saiu, assim, do nada. Quando descobri a gravidez da minha segunda filha, 4 anos depois e em um novo relacionamento, tudo isso mudou. Eu sabia que tinha condições de parir, mas precisaria fazer tudo diferente dessa vez.

A segunda gravidez não foi nada planejada. Estava finalizando meu primeiro ano de mestrado, e já havia combinado com o marido que em fevereiro de 2018 começaríamos a ser tentantes, mas Lívia resolveu se adiantar um ano antes. Acho que Deus resolveu ouvir as orações da minha filha mais velha Maria Liz, que pedia pra o papai do céu uma irmãzinha, para ter uma amiga que pudesse dormir na casa dela pra sempre. kkk Meu marido que avisou que eu estava grávida, mas fiquei relutante em fazer o teste porque sabia qual seria a resposta. O resultado saiu, 6 a 7 semanas de gestação e uma nova oportunidade. A primeira saga (como de todas as mães, infelizmente) era achar um médico que atendesse meu plano e aceitasse o desafio de tentar um parto normal após a cesariana. Acabei rodando em uns cinco, todos cobravam parto a parte, até mesmo para fazer o acompanhamento do pré-natal, e quando eu falava que iria parir com plantonista, aí que não firmava mesmo. Acabei parando em um por falta de opção no plano de saúde, com o Dr. Fulano. Estava com 14 semanas se não me engano, falei do desejo do parto normal, ele apoiou na primeira consulta, e não se incomodou por não fazer meu parto. Ufa! Achei meu médico! Enquanto isso, minha irmã e doula (Nathy) me emprestou uns livros para me informar melhor. Ela que era uma inspiração pra mim, tinha atravessado dois partos domiciliares, com bebês grandes e sem nenhuma complicação, me fez sentir confiança de que eu podia parir também. Li o livro “parto ativo” da Janet Balaskas, e ele com certeza foi fundamental para minha autoconfiança.

Chegamos nas 31 semanas, ecografia, bebê pélvico. Tudo bem, ela ainda pode virar! Era o que eu mantralizava a todo o tempo. Fui na consulta com Dr. Fulano, aí vem aquela conversa. “Mãezinha, bebê pélvico é cirurgia, não tem como fazer o parto de bebê assim”. Rebati afirmando que ainda tinha muito tempo pra ela virar, e que se por acaso, na hora do trabalho de parto ela estivesse pélvica aceitaria a cirurgia sem hesitar. Aí ele falou “Mas mãe, não pode esperar o trabalho de parto, e se descer a perninha? É risco pro seu bebê!” com esse comentário meu sangue ferveu, sabia que estava nas mãos de um cesarista, e que ele faria de tudo pra me agendar outra cesariana. Respondi a ele “Calma Doutor, não é filme de hollywood não que a bolsa estoura e a criança já está nascendo, dará tempo pra eu tomar a melhor decisão”. Essa foi nossa última consulta. E agora, como achar um médico que termine de acompanhar meu pré-natal? Lembrei que já tinha agendado umas consultas com a Dra. Nívia, mas as secretárias dela remarcaram e um dos dias não pude ir, então vou tentar essa médica novamente. Foi a melhor escolha que eu poderia fazer! Médica atenciosa, entendia o tanto que era importante esse parto pra mim, fez meu pré-natal até o final, me acalmou nas consultas quando a ansiedade queria me balançar, enfim, uma médica de plano de saúde que é muito humana. Entre uma ecografia e outra, Lívia virou! Ufa! Mas pera, ela está virada com dorso a direita. A médica ecografista me disse que bebê com dorso a direita nasce de parto normal também, mas normalmente é mais longo e dolorido o trabalho de parto porque o bebê precisa fazer um giro completo na barriga da mãe para encaixar (270º) enquanto bebê com dorso a esquerda só precisa virar 90º. Porque comigo tudo é mais difícil? Fiquei me questionando.

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No dia 17/10 às 2h da manhã acordei com cólicas, mas eram cólicas diferentes, vinham como uma onda, então sabia que ali poderia estar entrando em trabalho de parto. Acordei meu esposo só para informa-lo de que eu achava que Lívia estava a caminho, e que pela manhã contaríamos para a nossa doula e enfermeira. Eu, ansiosa por demais, não consegui dormir mais! Era um misto de alegria, medo, ansiedade, insegurança… adrenalina pura! Pra quê? Mal sabia o que me esperava! Liguei pra minha irmã/ doula de manhã, e ela veio direto aqui pra casa. Ela também muito empolgada, porque seria mais uma sobrinha e a primeira afilhada dela, estávamos felizes, eu curtindo cada contraçãozinha, mal acreditando que tinha chegado a hora. Fomos ao shopping, comemos um temaki delicioso, dancei, brinquei. A Raquel chegou era umas 15h para me avaliar, e viu que não era trabalho de parto ainda, só pródomos. Recomendou descanso, mas como eu iria descansar? Estava tão extasiada com a chegada da minha filha. Meu esposo chegou do trabalho umas 20h e fomos caminhar no taguaparque. Até esse momento as contrações estavam doloridas porém fracas, caminhamos uns 2 Km e eu parava pra agachar a cada contração, a coisa estava começando a apertar.

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Vim pra casa, chuveiro para aliviar a dor. Falei pro meu esposo e pra nathy irem dormir, que se apertasse muito eu chamava eles. As 2h da manhã estava ouvindo minha playlist, quando começou a tocar velha infância, eu a cantar pra ela “você é assim, um sonho pra mim enquanto eu não te vejo, eu penso em você, desde o amanhecer até quando eu me deito”, chorei muito, estava sentido dor, muita dor! Chamei a Raquel, pedi pra ela ir me avaliar novamente. Quando ela chegou foi muito prudente e optou por não fazermos o toque aquela hora, preferiu acompanhar a intensidade das contrações que já estavam pegando o ritmo de 4, 5 e no máximo 7 minutos de intervalo. Depois de 3h acompanhando, ela resolveu fazer o toque e… COLO FECHADO! Meu mundo desabou! Não acreditava que estava sentindo a dor dos infernos e não tinha dilatação, nenhum dedinho. Chamei meu esposo, ela, falei que queria uma cesariana, que não aguentaria ficar sentindo dor… Ela e a nathy me acalmaram, dois anjos nas nossas vidas, sem elas com certeza teria me rendido a cirurgia. Elas recomendaram descanso, Raquel foi embora, já era umas 5h30 da manhã do dia 18.

Acordei e as contrações já tinham perdido o ritmo novamente. Estava dasanimada, desacreditando do meu corpo. Mandei mensagem na madrugada pra Dra. Nívia e ela me respondeu pela manhã, com aquela voz doce de que eram só pródomos, e que eu tinha que ficar mais tranquila porque poderia durar dias, perguntei nas mensagens se poderia fazer acupuntura e ela recomendou que sim. Saí ligando para todos que apareceram no google, até que um foi indicando o outro, e parei no Thiago. Por intervenção divina um paciente dele tinha cancelado a consulta, e ele estava livre após o almoço. 14h da tarde começamos a fazer as sessões, ele conversou muito comigo, pediu pra eu mentalizar minha filha saindo, conversar com ela para entrarmos em sintonia, que precisaríamos passar por isso juntas. Nathy comigo esse tempo todo, essa linda! Estávamos já um dia e meio assim, nesse nasce e não nasce. Ela foi pra casa, falei pra ela que só chamaria agora quando realmente sentisse que iria engatar. E durante todo esse período, as contrações não paravam.

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As 18h levantei, tive outro piriri (como no dia anterior) e fui tomar banho. Ao sair do banho senti uma contração tão forte que achei que iria cair no chão, voltei pro chuveiro e não queria sair mais. Meu esposo estava indo para a banca de uma orientanda, e ligou pra Nath pra saber se ela poderia ficar comigo, pois não queria me deixar sozinha e também não sabia se era outro alarme falso. Quando ela chegou, começou a contar as contrações novamente. Depois de 2h com contrações ritmadas chamou a Raquel. Quando ela chegou, falou que precisaríamos fazer um toque novamente, eu disse que ela podia fazer mas eu não queria saber, para não ter outra decepção. Logo após o toque fui fazer xixi e o tampão caiu inteiro no vaso, parece que agora vai, pensei. Fizemos várias posições para ajudar na dilatação, bola, rebozo… pegamos a bola e colocamos ela embaixo do chuveiro, agua quente! Como é bom sentir aquela água caindo durante as contrações, ajudando a diminuir a dor. Eu estava exausta, sem comer, sem dormir.. a Nathy me deu 2 picolés de limão para eu conseguir ingerir algo, no calorão de outubro eles foram de um frescor absurdo.
Entre contrações, exercícios, agachamentos chegamos a madrugada do dia 19. Era 1 e pouco da manhã (eu acho), já não queria mais ficar em casa, estava me sentindo sufocada. Acho que era porque já era a terceira madrugada a dentro que estava em contrações, então Raquel fez mais um toque para irmos para o hospital, 6 cm. Ela me lembrou do plano de parto, eu queria ir com 8 cm mas a essa altura eu já estava na partolândia, surtando! Não queria mais ficar em casa de jeito nenhum! Fomos para a Maternidade Brasília, o caminho pareceu uma eternidade, porque contrações e quebra-molas definitivamente não combinam.

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Chegando ao hospital, fizemos todos os procedimentos padrões, nos encaminharam para uma sala de pré-parto, fui para o banheiro, voltar para o chuveiro e água quente, minha principal fonte de anestesia, mas agora um chuveiro com barras de apoio, aquilo foi o que mais me ajudou então fiquei feliz de ter feito a escolha certa e ido logo para o hospital. A cada contração eu me agachava, gritava vocalizando como as meninas me ensinaram, chamava minha filha, pedia, implorava pra que ela descesse logo! Fiz aqueles procedimentos chatos de monitoramento da contração, sentada, de barriga pra cima. Gente, aquilo é tortura! A última posição na face da terra que eu queria estar era de barriga pra cima e deitada. Sempre que podia me encolhia, agachava, ficava de quatro mas nunca deitada de barriga pra cima!! Só a Raquel me monitorava, e eu achei ótimo que o hospital respeitou a presença da minha enfermeira e doula.. A cada contração eu pensava na frase que minha anja Nathy me falou no começo do trabalho de parto “A dor é inevitável, o sofrimento é opcional!” Como não sofrer em meio a dor? Eu tentava tirar daquela situação forças para continuar, a cada agachamento, cada contração. Fizemos o toque, 9 cm e bolsa rígida. Pedi para a Raquel estourar minha bolsa, não queria bebê empelicado, só queria que ela nascesse logo! Nesse momento não me lembro muito bem das coisas, do tempo.. Sei que quando o médico foi me avaliar estava com 9 pra 10 cm, e fui encaminhada pro centro cirúrgico. Assim que sentei na cadeira de rodas senti o puxo. Subimos, mas não tinha sala de parto normal disponível, muita mulher parindo tbm (19 de outubro era virada de lua, Lua NOVA! Eu que sempre acreditei nisso agora acredito mais ainda! rs), me levaram para uma sala de cesariana. Acho que foi Deus que fez eu entrar naquele lugar para ressignificar o meu não-parto anterior.

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Na porta da cirurgia tive que escolher entre Doula, Enfermeira e acompanhante, pois só podiam entrar duas pessoas comigo. Escolhi meu esposo (claro) e minha irmã/Doula e ainda madrinha da minha filha e a Raquel com aquele sorriso meigo entendeu super bem. Entrei na sala e a enfermeira começou a colocar a perneira na maca, eu me desesperei! Comecei a gritar com ela que não subiria lá, que não teria minha filha deitada! Ela olhou assustada pra mim e perguntou “onde você vai ganhar essa criança então minha filha?” eu rapidamente respondi “no chão!” Caí de quatro no chão e veio outro puxo. Aquele chão frio de hospital, a enfermeira pediu pra pelo menos forrar com um pano. Meu marido chegou com a roupa do centro cirúrgico, e eu nem o reconheci, perguntei se ele era o médico..kkkk estava em outro mundo, a partolândia. Terra de gente louca, muito louca mesmo, você só segue seus instintos, não há razão que controle seu corpo. Meu esposo e a nath tentaram me convencer a subir na maca e ficar de quatro nela.. eu quase chorando pedi pra nathy tentar achar uma baqueta pra mim, não era possível que todo mundo daquele hospital estivesse parindo em uma banqueta naquela mesma hora! A baqueta chegou e o médico chegou junto.. Veio aquela contração, meu esposo sentado atrás de mim e a nathy me dizendo o que fazer.. “Força, aguenta firme Amandinha, ela já está vindo! Estou vendo os cabelinhos, é cabeludinha!” fiz força e saiu a cabeça, o médico acertou a posição dela, acho que estava nascendo meio de lado, tirou a circular de cordão, fiz força novamente e ela saiu! Abracei minha pequena chorona, tão linda, tão frágil! Meu parto havia sido exatamente como eu visualizava: Sentada em uma baqueta, com meu esposo atrás de mim me abraçando!

 

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Hoje sei que foi a melhor experiência que pude passar na vida! O puerpério foi mais tranquilo, acho que os hormônios do amor que o corpo libera durante o parto continuam circulando na corrente sanguínea por um longo período. Eu estava realizada! Pari! uma linda criança em um parto natural e muito humanizado! Lívia nasceu de 39+4 dias as 6:53 da manhã, com 50 cm e 3,360 kg, uma bonequinha! As 9h recebi a visita da linda Dr. Nívia, que vibrou comigo, me abraçou e parabenizou minha conquista, ela sabia como era importante pra mim. Só tenho a agradecer a Deus por esse processo, Ao meu esposo José Pedro, por respeitar minhas escolhas, e mesmo sem entender o porque escolhi a dor apoiar todas elas, sem ele ao meu lado seria impossível.. essas 52h que atravessamos, e que sem a presença dos anjos Nathy e Raquel seria impossível de acontecer.

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Quem puder, planeje a presença de uma doula e uma enfermeira em sua gestação, cada uma tem o seu papel, sua importância. Eu não fiz álbum de fotografias, não fiz um mega chá, não paguei fotógrafo para a hora do parto… Priorizei minha segurança emocional e garanti a saúde da minha filha! A chegada dela ao mundo (pra mim) foi muito mais importante do que qualquer outra coisa. Não é luxo, é segurança, aconchego, afeto, Ocitocina pura! Meninas, sem vocês eu não conseguiria chegar nem na metade do caminho que eu trilhei, agradeço a Deus por vocês nas nossas vidas, nossa família agora está completa!

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VBAC – Parto do Caetano

Escrito pela mamãe Carolina Fontenelle.

Esse parto foi muito planejado e esperado. Eu e meu marido Rafael sempre vimos o parto normal com bons olhos, mas nos preocupamos em procurar uma boa equipe. Sabíamos que devido à nossa cultura de cesareanas muitos colegas não tinham mais experiência em conduzir trabalho de parto.

Em 2012 soubemos da nossa primeira gestação! Era nossa princesa, Letícia, que vinha. O universo, sempre sorrindo pra nós, nos levou à nossa obstetra, Rachel Reis, e à doula Érica de Paula. Elas nos mostraram um lado do parto que não conhecíamos. Nós o queríamos por ser mais fisiológico para mãe e bebê, mas elas nos mostraram que pode ser respeitoso! Desconstruíram nossa visão do parto centrada no médico, em posição de litotomia, com jejum, episiotomia e kristeller. Nos mostraram que, seguindo a medicina baseada em evidências, as intervenções antes tidas como rotineiras hoje são proscritas ou reservadas a casos específicos. Que a mulher deve escolher a posição. Que a mulher deve ser a protagonista! Ainda nos surpreenderam com a recomendação da OMS de que o melhor local é aquele em que a mulher se sinta segura, e no meio da gestação, contrariando anos de preconceito, nos decidimos por um parto domiciliar.
Tudo certo! Mas Letícia, cheia de personalidade, nos mostrou que não queria vir ao mundo desse jeito. Ficou pélvica. Fizemos acupuntura, exercícios, mocha. Com 37 semanas e 5 dias fizemos a VCE (manobra para virar o bebê), mas ela parou transversa. Naquela madrugada rompeu a bolsa e nossa médica, sempre muito ponderada, indicou a cesárea. E assim chegou ao mundo essa criança maravilhosa, trazendo alegria para nossas vidas! Há 3 anos Letícia me ensina todos os dias a acordar cedo, a ser mais paciente, a ser uma pessoa melhor, uma mãe melhor, uma filha melhor e uma pediatra melhor!

Quando Letícia completou 2 aninhos soubemos que ganharia um irmão. Contei ao marido durante uma sessão de fotos (rsrs), então a surpresa e a alegria foram devidamente registradas através das lentes da querida Glau! No mesmo dia encontrei a Rachel, a Érica e a Melissa (nossa enfermeira neonatologista) em um parto e já contei a novidade! Retomamos o plano original. Dessa vez vai. Gostamos da ideia de a Letícia participar da chegada do irmão e a preparamos durante os 9 meses assistindo aos vídeos de parto dos amiguinhos. Ela já brincava de parto com as bonecas e via tudo com naturalidade. O bebê (até então chamado carinhosamente de neném irmãozinho) ficou cefálico, encaixou.
Com 38semanas e 4dias iniciaram os pródromos. Contrações dolorosas, mas suportáveis, a intervalos irregulares na madrugada, que não permitiam descansar. Minha fiel escudeira Letícia estava lá me apoiando! Amanheceu o dia e as contrações cessaram por dois dias. Foi um final de semana normal, com passeios, almoços, ida a parquinhos, festa e tudo a que tinha direito. Amanheceu segunda completando 39semanas e reiniciando as contrações irregulares, agora com raias de sangue. Fui pra academia, fiz aula de solo, e a prof querida Ana Paula (que tem mais juízo do que eu), me mandou embora da hidro! Kkkk O dia seguiu com as atividades habituais e com as contrações irregulares o dia todo. Consegui tirar um cochilo à tarde. Às 22:30 começou pra valer. As contrações eram muito doloridas e eu não conseguia ficar deitada, descia e me acocorava a cada contração. O intervalo era de 10min, 7min, nunca mais curto. Descobri que é sim possível cochilar entre contrações, não é lenda!!! Amanheceu terça-feira e continuou do mesmo jeito. Estava sempre em contato com a equipe e me explicavam que fase ativa era só quando o intervalo era de 5min, que isso provavelmente eram pródromos. Meu marido maravilhoso desmarcou o trabalho (cirurgias, atendimento, tudo) e esteve comigo me dando apoio todo esse tempo. Eu não saía do quarto, estava concentrada no meu corpo. Não quis comer, marido me trazia picolés. Às 15h desanimei. Estava fisicamente exausta, não tinha dormido. Se aquilo não era trabalho de parto, se não estava fazendo meu filho chegar, era sofrimento demais!!! Abracei o marido chorando e perguntei de quem tinha sido aquela ideia de jirico de parir!!!!! Fui ao consultório da Rachel já descrente, e quando ela me examinou estava com 5cm de dilatação! Aí chorei de alívio!! Meu filho estava vindo! Vim para casa, em seguida chegaram a doula Érica, a amiga Dani (que veio ajudar com a Letícia), a fotógrafa Débora e a Rachel. Comida, bebida, risadas. Com essa festa em casa as contrações espaçaram mais ainda, vinham a cada 20, 25min. Achei que o bebê não estava se sentindo bem-vindo, achei melhor escolhermos o nome. Caetano!!! Vem, Caetano! Não vinha. Intervalo de 15min, 20min… e o medo de ter chamado todo mundo e ser alarme falso!!! Kkk Decidi me recolher e concentrar. Fui pro quarto, apaguei a luz. Contrações a cada 10min. Tentamos acupuntura para estimular, mas me incomodou. Ainda tava muito racional, com minha necessidade habitual de controlar tudo. Tirei a lente de contato. Cada contração era bastante dolorida, eu sempre me acocorava (meu corpo pedia!). Doía nas costas, na região sacral, e Érica fez massagem em cada contração e deixou calor local entre elas. O tempo entre as contrações era preenchido com descanso, picolés, e às vezes risadas e bate-papo. Letícia dormiu na sala – e, acreditem ou não, o papai dormiu com ela! Kkk Não sei como aconteceu, mas a cada exame de toque a dilatação estava um pouco maior. Até que, durante um toque de 9cm veio uma contração e a bolsa estourou. Líquido claro.
As contrações ficaram muito mais doloridas. A massagem não resolvia mais. Fui pro chuveiro. Tentei a banheira de casa, mas não me permitia movimentar. Enchemos a piscina inflável no quarto das crianças. E eu entrei. Não sei o porquê, ninguém me orientou, meu corpo pediu. Simples assim! Letícia, que ja estava acordada, viu a piscina, lembrou do amigo que nasceu nela e pediu pra assistir ao vídeo de parto dele. Depois de um tempo senti vontade de fazer força. Fiquei acocorada na piscina e a cada contração puxava o rebozo que a Érica segurava. Senti aquela queimação, era o círculo de fogo. Loucura ou não, esse foi um momento muito feliz! Foi ótimo me livrar da dor nas costas e aquela dor nova nossa significava que meu bebê tava bem pertinho! A melissa chegou discreta pra não incomodar e eu ainda gritei um oi! Esperei uma contração, a cabeça saiu e eu lembro da Rachel segurando a cabeça e me pedindo pra não sentar! Rafael chegou. Ué, se o marido tava ali, cadê a Letícia? Letícia, vem, seu irmão vai nascer!!! Esperei a próxima contração. Saiu o corpinho! Às 4:45 do dia 20 de abril de 2016 chegou o nosso príncipe!!!
Papai aparou Caetano, eu sentei e o abracei. Letícia entrou na piscina, fez um carinho e disse: eu quero pegar ele!!!
Caetano nasceu bem, acordadinho, olhando pra nós! Pode uma pessoa ser fofa desde o nascimento???
Eu ainda não acreditava…. tinha sido tudo tão lento, tão atípico, sem as contrações frequentes, sem a “partolândia” de que tinha ouvido falar… mas meu filho estava ali! Perfeito, lindo, gordinho, olhando pra mim! Meu marido e filha estavam de testemunha. Tinha acontecido!!! Eu olhei pra equipe e só consegui dizer: gente, eu pari!!!
Saí da piscina, fui para a minha cama. Esperamos o cordão terminar de pulsar para cortar. A placenta saiu e Letícia manda essa: tá nascendo mais um bebê?!? Kkkk
Caetano ficou no meu colinho por bastante tempo, foi avaliado pela Melissa ali mesmo. Quando Rachel foi suturar minha laceração superficial entreguei Caetano para pesar: 3615g de fofura! Em menos de uma hora após o parto estávamos sequinhos, vestidos, deitados na minha cama e o gulosinho mamou por um tempão!!! Avisamos aos avós e tiramos o dia para descansar da nossa maratona…

Meus agradecimentos!!!

Acredito que se não estivesse na minha casa e com minha super equipe teria passado por intervenções desnecessárias. Afinal, quem espera 30h de trabalho de parto sem intervir com absolutamente nada? Toda gratidão a essas mulheres maravilhosas que empoderaram anos atrás e acreditaram em mim até quando eu mesma duvidei!!!

Às minhas amigas que compartilharam suas histórias, me incentivaram, apoiaram, às que fizeram meu chá de bençãos e às que torceram por mim de longe! (Não vou citar nomes para não ser injusta com ninguém!)

Obrigada à minha mãe e ao meu pai que com seu exemplo de vida e força me motivam a ir atrás dos meus sonhos sempre. E por me respeitarem e apoiarem até quando não concordam com minhas decisões!

Ao meu marido Rafael companheiro de todas as horas, que sonhou o meu sonho, me apoiou e pariu juntou comigo!!! Te amo muito!!!

À minha filha maravilhosa que curtiu cada minuto da gestação e do parto!

Ao meu anjinho Caetano, que me escolheu como mãe, e que me faz feliz todos os dias.

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Parto Hospitalar – Nascimento do Heitor

Relato de Parto do Baby Heitor, escrito por sua mamãe Kelly.
 
Como começar esse relato sem antes dizer que foi uma longa jornada de 40 semanas e 2 dias em que houve uma busca constante por entender a gestação, busca de informações, alimentação saudável e prática de exercícios. Filho, Papai do céu enviou você no tempo certo, no tempo Dele, mas papai e mamãe passaram longos 8 meses ansiando pelo resultado positivo.
Quando esse resultado chegou, mamãe levou um susto, pois estava descendo um sanguinho, você ainda não estava 100% fixado no útero e mamãe precisou ficar 40 dias de atestado em casa, tomando progesterona que deu muito enjoo e sono.
Passado esses 40 dias, foi o momento de procurar um médico que fosse de confiança e que fizesse parto normal. Essa foi uma jornada um pouco longa mas com 28 semanas decidimos pela nossa equipe de parto humanizado – A Nascentia, equipe essa que foi nos apresentada pela Nathaly, uma amiga que foi essencial nesse processo. Além da equipe, ela sempre tirou todas as minhas dúvidas sobre parto humanizado com seu blog cheio de informações que eu devorava e também pelo WhatsApp sempre disponível.  Ela me encorajou a buscar nosso tão sonhado parto, sempre acreditou que eu conseguiria e me ajudou muito no processo de empoderamento. Fizemos o Chá de parto na Nascentia e a empatia pela Lissandra e Letícia foi imediata, com o passar do curso, Clésio desconfiou que a Lissandra conhecia a sua tia Ene e quando perguntamos, logo tivemos a feliz surpresa que Lissandra foi professora do Lyvio e trabalhou com a Tia Ene por uns 10 anos, e mais descobrimos que a Letícia havia acompanhado o nascimento do seu primo Pedro. Ah filho, mamãe tinha certeza que queria elas na sua chegada. Por fim ficou faltando apenas a obstetra e como a Dra. Carolina Amorim estava trabalhando na Nascentia, fomos em uma consulta e também amamos ela, um poço de calmaria e tranquilidade. Pronto, estava decidido então que você nasceria no hospital, provavelmente na Maternidade Brasília, se tudo corresse bem. Depois disso fomos regularmente nas consultas, seu pai acompanhou a mamãe em tudo, todas as ecografias e consultas. Eu tentava comer bem para você crescer forte e saudável, me exercitei também o máximo que pude. Sobre o parto normal, li tudo que podia para não ter medo da dor e saber como funcionava o processo. Li livro, relatos de parto, blogs, tirei dúvidas, tudo para me sentir preparada para a sua chegada. Com 37 semanas, entrei de férias para finalizar os últimos preparativos e descansar antes da sua chegada. Foi também com 37 semanas o seu Chá de fraldas e foi maravilhoso, amei poder rever tantos amigos que não via há tanto tempo.
Bem, o tempo foi passando e com 39 semanas, comecei a me preocupar, pois não havia nenhum sinal e eu tinha muito medo de ter mecônio no seu líquido amniótico. No dia 10 de dezembro fomos almoçar no Mangai e andar no pontão, foi tão bom espairecer… Nesse dia, senti uma leve dor nas costas, no domingo também senti mais coliquinha nas costas e estava mais forte. Na segunda-feira de manhã, dia 11 de dezembro, fiquei muito tensa, pois ainda na cama eu não havia sentido a sua mexida, filho. Depois de uma hora e meia você mexeu e eu relaxei, senti duas contrações com dorzinha (não era de treinamento) e resolvi levantar porque o quadril doía. Nossa!! Doeu muito levantar da cama e ao fazer xixi, observei um sanguinho no vaso e no papel, percebi que o tampão mucoso tinha começado a sair, mas ainda era muito pouquinho e ao longo do dia não havia saído mais nada. Ao sentar para tomar café, mais uma contração. No período da tarde resolvi assistir filmes, vi dois filmes até seu pai chegar. Quando ele chegou, resolvemos sair para caminhar. Já estávamos caminhando desde quinta-feira, dia 07, para ajudar no processo. No domingo, dia 10, caminhamos por uma hora, longa caminhada rsrs. Mas voltando para a segunda-feira, depois de caminhar e sentir a barriga ficando muito dura (sem dor), voltamos para casa e eu fui tomar um banho quente. Depois desse banho as contrações começaram, eram regulares e de 10 em 10 minutos (em média). Estávamos na cozinha picando frutas para uma salada que serviria como lanche leve no longo trabalho de parto que estava esperando. Quando a contração vinha sentava na bola de pilates para aliviar a dor. Avisamos a Letícia e ela falou que quando as contrações viessem de 05 em 05 minutos devíamos avisá-la. Terminamos a salada de frutas, fritei um filé de frango e nós jantamos. Após isso resolvi cronometrar as contrações novamente e já estavam de quatro em quatro minutos com duração de um minuto e meio. Mas a ficha não tinha caído, achei que ainda estava longe e que aquilo eram pródromos, ao avisar a Letícia que iria tentar dormir, na hora ela falou que as contrações estavam muito regulares e que ela iria me ver. Resolvi tomar um banho rápido, quando saí, minha vó, tia e tio estavam lá em casa (minha irmã, sua tia havia contado para todos), levei um susto e acho que minha vó se chateou, mas eu não queria que elas ficassem preocupadas e nem aperreados, imagina se o trabalho de parto tivesse durado a noite inteira, elas iam ficar me mandando para o hospital, sendo que nós só iriamos no momento certo, no momento a ser sinalizado pela Letícia. Quando ela chegou, ouvimos os batimentos durante a contração e também sem contração, estava tudo perfeito. Ela fez o toque e disse: advinha gente? Eu chutei 3 centímetros de dilatação, depois 5. Seu pai já foi logo para os 08 e a Letícia confirmou os 8 centímetros, falou que era hora de ir pro hospital, disse que sentiu a cabeça e que a bolsa iria estourar a qualquer momento. Coloquei roupa, brincos e ainda queria por a lente, mas a Letícia estava me apressando, kk ela sabia que estava perto e eu ainda não tinha me tocado. Depois disso, a dor começou a apertar de vez, senti um calor enorme, estava passada, acho que já estava na partolândia, quis sair correndo do carro. O Caminho foi sem dúvida, muito difícil, o carro não é um bom lugar para se estar em uma contração lkkk Letícia foi comigo no carro, eu pedi, estava começando a sentir muita dor, ela perguntou se eu senti vontade de fazer força, respondi que ainda não. Estava tão passada que esqueci de chamar a vó pro hospital, elas então foram para casa e nós para o hospital. No caminho senti um puxo, apertei a mão da Letícia e ela mandou o pai acelerar o carro… Ao chegar no hospital, sentei na cadeira de rodas, mais uma contração difícil de aguentar kkk mas fui forte, pois a recepção estava cheia. A doutora Carolina Amorim já estava lá, já estava nos aguardando e já tinha até dado início ao processo burocrático do hospital. Letícia, ainda no carro, perguntou se tínhamos certeza que queríamos usar a sala de parto humanizado, já que seria rápido e tinhamos que pagar pela sala, eu já no ápice da dor respondi: tanto faz, tanto faz… Já na sala de parto humanizado, por volta de 00h20 (sim ela ficou limpa e acabou que usamos), em pé segurando na maca, a enfermeira ajudou a trocar de roupa e pronto, a bolsa estourou e uma água límpida, clarinha desceu pelo chão, parecia um balão de água que estourou. Estava sem mecônio, graças a Deus. Nessa hora já me dirigi para a banqueta de parto e seu pai sentou atrás e me deu as mãos. Em algum momento eu pedi para tirar os propés, porque pé molhado me incomoda e aí tiramos a camisola molhada também. A sala estava a meia luz, a dra. Carolina e a enfermeira Letícia sentadas no chão esperando Heitor, esperando você, filho! Eu estava tão calma e serena, estava eu na partolândia, mas ao mesmo tempo percebi tudo a minha volta e foi de uma forma boa, todo o ambiente, cada fala, a hora que seu pai pediu para a Leticia me lembrar de fazer força apenas na hora da contração e ela dizendo que eu estava em plena conexão com meu corpo e que não precisava, ainda sim ela olhou pra mim e falou pra eu respirar. Na próxima contração respirei fundo e fiz força, como havia aprendido na fisioterapia pélvica com a Carolina Viana, a melhor fisioterapeuta e a mais simpática também, e você desceu mais um pouco, lembro delas falando: ele já está aqui. Antes disso eu já tinha pedido o espelho para ver sua cabecinha cabeluda filho. Acho que senti mais um puxo e aí gritei firme porque você estava saindo, a cabeça havia passado, não sei se senti círculo de fogo não, mas senti que você saiu e doeu muito, mas foi uma dor boa, pois você estava chegando para nós, a cabeça saiu e você já chorou alto filho, vi a dra. Carolina dizendo que tinha uma mão junto kkk, mas um puxo que não demorou e seu corpinho escorregou…você nasceu as 01h00 da manhã. O cordão umbilical era curto, então te segurei no meio das minhas pernas, seu pai cortou o cordão quando parou de pulsar e eu subi você para perto de nós, tão branquinho e lindo, eu só sentia euforia e falava, filho você chegou… nem me lembro das palavras, mas tenho a visão de você chorando e chorando nos meus braços. Rosa você chegou e chorava muito… que alegria foi. Logo depois fui pra maca e você já pode mamar e como agarrou forte o meu peito e já sugou… Depois de um tempinho chamaram a pediatra e na sala onde estávamos fizeram os testes em você, seu pai acompanhou tudo enquanto levei os pontos, 04 pontinhos, laceração superficial… Essa parte doeu mais que o parto, kkkk ah agulinha doída. Filho, depois fomos para a enfermaria esperar o quarto e você grudou no meu peito, acho que mamou umas 02 horas seguidas ainda. Depois já no quarto eu estava com muita fome e não consegui dormir, estava eufórica demais, muita ocitocina no sangue. Você recebeu um Apgar nota 10. Creio que o parto nos ajudou a ter uma boa amamentação =) Filho, estou muito realizada, foi diferente de tudo que eu havia lido e foi mais rápido do que eu imaginava, mas foi abençoado e maravilhoso. Deus foi muito bom conosco e você chegou forte e saudável com 50 centímetros e 3, 120 kg. Eu me lembro de cada detalhe da sua chegada filho, estou muito realizada pelo nosso parto ativo. Obrigada por nos proporcionar isso. Já no quarto, em alguma momento seu pai te segurou no colo e disse que esse mundo era muito ruim, mas que logo nós te apresentaríamos Jesus e aí tudo ficaria bem (ele me contou isso nós já estávamos em casa, mas ele quase chorou e eu também ao ouvir isso), que emoção. Você já abocanhou o peito corretamente e apesar de ter machucado e de doer muito, conseguimos filho, você mama meu leitinho todo dia e as fissuras já curaram com 10 dias de você aqui… Seu umbigo caiu com cinco dias de nascido… Você tem personalidade, seu new born não ficou como eu esperava, mas ficou tão lindo porque foi do seu jeitinho e essa é a nossa família. Filho, te amamos!!!
 
 
Kelly Cristina

2º PDP – Parto Domiciliar Planejado – Nascimento do Theo!

O Relato do Nascimento do Theo James

O parto da Emily foi um divisor de águas. A busca por informações sobre parto, criação com apego e maternidade consciente abriu a minha mente. Descobri na maternidade a minha verdadeira paixão.

Depois de passar por um parto respeitoso, cercado de amor e carinho, em um ambiente tranquilo e acolhedor, não havia dúvidas de que o meu próximo filho nasceria nesse mesmo ambiente, nosso lar!   Read More




Parto Domiciliar Planejado – Nascimento da Emily 08/07/2013

“Deus me deu a fórmula de um amor que só cresceu dentro de mim

amar alguém me deu princípio e meio, mas não me revelou o fim

e dividir meus sonhos com alguém só fez somar

a ideia de amanhã ser mais feliz

multipliquei minha força de vontade com a coragem de uma mulher

e o resultado disso tudo foi os grãos de fé

um edifício de amor resistindo aos vendavais

o amor me trouxe coisas sobrenaturais”.

Nunca imaginei que a letra dessa música, que cantei para Emily no dia 11 de maio de 2013, no chá de fraldas, pudesse se tornar tão real em minha vida. Read More