Palavra de conhecimento, como uma mãe pode fluir no profético!

Todo o texto escrito será baseado nas palavras no livro ” Os segredos de Deus – Uma vida repleta de palavras de conhecimento” de Shawn Bolz e na minha vivência pessoal e não em teologia.

No início de 2019, eu estava em viagem para o Canadá, estudando o idioma inglês através de um intercâmbio. Senti fortemente o desejo de participar da conferência conhecida como “Revival Conference” de uma igreja bem famosa no Canadá por ter sido avivada um tempo atrás, chamada Catch the Fire.

Eu queria ir a conferência para ver de perto a Heidi Baker, líder do Iris Global Ministries, cuja escola de Missões eu havia participado em Jan/2018 no Rio de Janeiro. Rand Clark e Bill Johnson também estariam lá, então me arrisquei com o pouco (raro) inglês que eu tinha e fui.

Ao chegar lá, peguei a programação e li que um teria um pregador chamado Shawn Bolz, mas não dei muita bola porque não o conhecia direito, tinha ouvido falar dele vagamente, por uma amiga da escola de missões, mas fui surpreendida positivamente dentro da livraria por uma certa “coincidência”.

Eu parei na sessão que tinha os livros dele (Shawn Bolz), peguei o livro “Traduzindo Deus”, imediatamente, o rapaz que estava ao meu lado me relatou que aquele era o melhor livro que eu encontraria naquela livraria (Eu até pensei que o tal rapaz fosse o autor, por ver tanta convicção no que ele falava). Após a recomendação da leitura ele começou a compartilhar comigo experiências muito específicas e pessoais que eu havia tido com Deus, sim.. o cara que nunca tinha me visto na vida e que estava conversando comigo um idioma que eu não dominava, falando coisas a respeito da minha vida que só eu sabia.

Esse livro falava exatamente sobre isso, palavras de conhecimento que Deus nos entrega para conectar outras pessoas ao coração dEle.

Esse é o ministério do Shawn, que eu vim a conhecer logo mais tarde na conferência. Eu o vi falar nome de pessoas, situações que elas viviam, nome de filhos e várias outras coisas que nos meus longos anos de cristã (desde os 6 anos de idade), eu nunca tinha visto, naquela dimensão e a partir daquele momento eu me apaixonei por esse ministério e li todos os livros dele.

Mas porque uma mãe precisa fluir no profético?

Afinal o que é profético? Segundo o dicionário vem do termo profeta, que é alguém que antevê o futuro; que contém profecia; No velho testamento, vemos várias pessoas que eram consideradas profetas, pois eram escolhidas por Deus para levar alguma mensagem a alguma pessoa, naquela época não tínhamos acesso direto ao Pai e ao Espírito Santo, tivemos após a morte de Jesus, e por isso Deus havia separado pessoas específicas para cumprir esse papel.

Eu não vou entrar na linha teológica, porque não tenho tal conhecimento e estou apenas introduzindo para que o decorrer do tema fique mais simples de ser compreendido. Naquela época, Deus tinha a intenção de falar com as pessoas e usava intermediário para isso. Ainda hoje temos grandes homens que tem uma conexão tal com Deus que o ouve, e passa às pessoas mensagens específicas.

Apesar de ser um dom que muitas pessoas recebem de Deus, eu creio que quanto mais tempo nós passamos com Ele, mais nós entendemos o seu coração e ouvimos sua voz e seu direcionamento.

Abaixo escreverei como nós mães podemos ser movidas no profético para direcionar nossos filhos. Eu já tive incontáveis experiências de direções específicas que Deus me deu a respeito dos meus filhos, mas porque eu as busquei.

Muitas vezes vejo mulheres e homens com esse dom, entregando direções para outras pessoas, mas não o utiliza para direcionar os filhos. Eu acredito muito na autoridade dos pais como liderança espiritual sobre seus filhos, assim como autoridades pastorais. Na minha perspectiva, Deus derrama sobre essas autoridades uma unção específica para direção de seus filhos, sejam eles biológicos ou espirituais.

Por isso, eu reivindico essa autoridade para Deus diariamente e peço a direção dele, palavras de conhecimento para que eu possa guiar meus filhos na jornada da vida deles. Minhas orações são “Senhor, tu me escolheste para ser mãe e me confiou dois lindos tesouros, como o Senhor quer que eu multiplique os dons e talentos deles, o que o Senhor colocou neles, revela-me para que eu seja sua ajudante no cumprimento da missão dos meus filhos aqui na terra”.

Segundo Shawn, nós podemos ser movidos a entender o coração de Deus através de várias formas, que se encontram descritas na bíblia, são elas:

Impressões: É Deus transferindo seus pensamentos ou imagens em nossas mentes. Fotos, lugares, momentos que aparecem em nossa mente quando estamos conversando com alguém sobre algo.

Marcos 2:8-11

“Jesus percebeu logo em seu espírito que era isso que eles estavam pensando e lhes disse: “Por que vocês estão remoendo essas coisas em seus corações? Que é mais fácil dizer ao paralítico: ‘Os seus pecados estão perdoados’, ou: ‘Levante-se, pegue a sua maca e ande’? Mas, para que vocês saibam que o Filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados — disse ao paralítico — eu lhe digo: Levante-se, pegue a sua maca e vá para casa”.

Visões: Imagens, retrato mental, um filme, uma cena, alguma experiência visionária.

Atos 16:9,10

Durante a noite Paulo teve uma visão, na qual um homem da Macedônia estava em pé e lhe suplicava: “Passe à Macedônia e ajude-nos”. Depois que Paulo teve essa visão, preparamo-nos imediatamente para partir para a Macedônia, concluindo que Deus nos tinha chamado para lhes pregar o evangelho.

Sonhos: Muitos de nossos sonhos são enviados por Deus através do Espírito Santo. Às vezes podemos aprender a interpretá-lo; alguns sonhos nos mostram eventos futuros, ou conversas em cores vivas.

Jó 33:14,15

Pois a verdade é que Deus fala, ora de um modo, ora de outro, mesmo que o homem não o perceba. Em sonho ou em visão durante a noite, quando o sono profundo cai sobre os homens e eles dormem em suas camas,

Gênesis 37:5-11

Certa vez, José teve um sonho e, quando o contou a seus irmãos, eles passaram a odiá-lo ainda mais. “Ouçam o sonho que tive”, disse-lhes. “Estávamos amarrando os feixes de trigo no campo, quando o meu feixe se levantou e ficou em pé, e os seus feixes se ajuntaram ao redor do meu e se curvaram diante dele”. Seus irmãos lhe disseram: “Então você vai reinar sobre nós? Quer dizer que você vai governar sobre nós? ” E o odiaram ainda mais, por causa do sonho e do que tinha dito. Depois teve outro sonho e o contou aos seus irmãos: “Tive outro sonho, e desta vez o sol, a lua e onze estrelas se curvavam diante de mim”. Quando o contou ao pai e aos irmãos, o pai o repreendeu e lhe disse: “Que sonho foi esse que você teve? Será que eu, sua mãe, e seus irmãos viremos a nos curvar até o chão diante de você? ” Assim seus irmãos tiveram ciúmes dele; o pai, no entanto, refletia naquilo.

Êxtase: Uma êxtase acontece quando os nossos sentidos espirituais são aumentados. Estamos mais conectados a Deus através do Espírito do que ao mundo em nossa volta. Pode ser como um sonho acordado.

Atos 11:4,5

Pedro, então, começou a explicar-lhes exatamente como tudo havia acontecido: “Eu estava na cidade de Jope orando; caindo em êxtase, tive uma visão. Vi algo parecido com um grande lençol sendo baixado do céu, preso pelas quatro pontas, e que vinha até o lugar onde eu estava.

Voz Direta: As vezes Deus simplesmente fala. Pode ser uma voz audível, assim como alguém falando e todos podem ouvir. Também pode ser uma voz projetada em sua mente que está além dos seus pensamentos ou das suas ideias inspiradas.

Lucas 9:35

Dela saiu uma voz que dizia: “Este é o meu Filho, o Escolhido; ouçam a ele! ” Feedback/ Déjà Vu: Déjà Vu é outra linguagem espiritual que descreve uma experiência que boa parte da humanidade já teve em determinado ponto – um sentimento de que já tivemos naquele exato momento antes.

Salmos 77:12

Meditarei em todas as tuas obras e considerarei todos os teus feitos.

Todas as formas citadas acima, já foram vivenciadas integralmente dentro do meu lar. Com decisões que eu precisava tomar imediatamente, mas que só vim perceber bem lá na frente. E também vivenciada pelos meus filhos, com palavras específicas da boca deles que me deram direções e que me acalmaram em momentos de tristeza, palavras que em hipótese alguma seria mencionada por uma mera criança, pela maturidade do que estava sendo dito.

Eu descrevo e compartilho isso para afirmar para vocês que sim, nós podemos viver uma vida repleta de palavras de sabedoria e conhecimento vinda diretamente de Deus, mas precisamos nos posicionar e ansiar por isso, a ponto de pedir continuamente para Deus, e claro viver uma vida devocional pois a palavra de Deus (Bíblia), é a forma mais clara e direta de ouvir o desejo de dele para nossas vidas.

É um livro que vale a pena ser lido integralmente.

Que Deus os abençoe,

Intagram: @doulathinking


Vida devocional com os filhos é possível?

Já fazem uns dois anos que venho separando algum tempo específico para buscar a Deus. E conforme o tempo foi passando, mais eu necessitava estar a sós com Ele. Para me revestir da sua Palavra para o dia que iria se seguir, para construir em minha mente fortalezas para lidar com as dificuldades, ou apenas para me deleitar nEle, tentar ouvir Sua voz e direção.

Então, eu comecei a inserir meus filhos nos meus momentos devocionais. Escolhi a mesma autora cujo devocional eu estava fazendo. Lia a história, o recadinho de Jesus (constava no livro) e perguntava o que cada um tinha entendido. Tudo isso no café da manhã, antes da escola. Durava menos de 20 minutos. E com o tempo eles foram adquirindo o hábito, que hoje já é algo muito natural.

Abaixo segue a instrução que eu criei, já é algo testado e aprovado aqui em casa, espero que seja útil também para vocês.

Você também pode acessar o link e baixar gratuitamente os arquivos.


Praticando a fé!

Unrecognizable woman praying with hands clasped together on her Bible. Close up.

Deleite-se e agradeça! Ao caminhar ao meu lado ao longo deste dia, pratique a fé e me agradeça durante todo o percurso. A confiança é o canal através do qual a minha paz flui para dentro de você. A gratidão o eleva acima dos seus problemas. Realizo minhas maiores obras por meio de pessoas com corações gratos e confiantes. Em vez de planejar e analisar, tenha fé e seja grato. Esta é uma mudança que será revolucionária em sua vida. (O chamado de Jesus – Sarah Young)

Filipenses 4:4; Salmos 95:1-2; 9:10

 

Esse foi o nosso devocional, eu li para Emily e Theo e ambos prestaram bastante atenção. E logo vieram as perguntas:

– Mamãe o que é fé?, perguntou Emily.

– Filha, fé é você ter a certeza de que quando você pede algo pro papai do céu, ele vai te responder, mesmo que você não veja agora a resposta dele. Você precisa ter confiança de que ele sabe o que é melhor pra você e que ele vai te responder no momento certo, enquanto isso você precisa confiar e ser agradecida pelo que ele já te deu.

– Ah entendi mamãe, fé é quando eu peço uma irmãzinha pro papai do céu, mesmo que você ainda não tenha namorado né?

– Isso mesmo, pra você ter uma irmãzinha o papai do céu primeiro precisa preparar o namorado da mamãe, pra então ela casar e depois te dar uma irmãzinha.

– Então, enquanto o papai do céu prepara minha irmãzinha, eu tenho que ser agradecida pelo meu irmãozinho né?

– Isso mesmo, devemos ser agradecidas por tudo que temos.

E assim, mais um devocional foi realizado, com lições importantíssimas aprendidas.

PS: pelo menos da percepção dela! risos.

 


Não deixe o medo do incerto te paralisar!  

Portrait of a confused young casual girl shrugging shoulders isolated over pink background

“Foi, então que os israelitas avistaram o exército de faraó. Os egípcios! Indo a atrás deles! O medo tomou conta deles. Aterrorizados, clamaram ao eterno e disseram a Moisés. Será que não havia cemitérios suficientes no Egito, e por isso, você nos trouxe pra morrer no deserto?Porque você nos tirou do Egito? Já não havíamos avisado você que isso iria acontecer? não dissemos ‘Deixe-nos em paz aqui no Egito. É melhor ser escravo no Egito que cadáver no deserto?’. Moisés respondeu ao povo: “Não tenham medo. Fiquem firmes e observem o Eterno realizar hoje sua obra de salvação a favor de vocês. Olhem bem para os egípcios hoje, porque vocês não vão tornar a vê-los. O eterno guerreará por vocês. Quanto a vocês, calem a boca. ” 

Exodo 14: 10 -14 (Bíblia – A Mensagem) 

 Como o medo e a comodidade nos paralisa. O que aconteceu com os Israelitas muito se parece com o que vivemos ainda nos dias atuais.

Deus lança sobre nós suas promessas e nós duvidamos delas. Porque duvidamos mesmo que aos nossos olhos seja algo maravilhoso? Porque é difícil deixar a nossa zona de conforto rumo ao incerto. Observe que os Israelitas cogitaram voltar para a escravidão a confiar em Deus na jornada rumo a terra prometida que ” manava leite e mel”. Não deixe o medo do incerto te paralisar, mesmo que aos seus olhos naturais seja impossível. Se Deus prometeu ele cumprirá desde que você se disponha a depender totalmente dEle. E não pense que essa jornada será fácil. Quantas aventuras os israelitas viveram até se cumprirem as promessas de Deus pra eles? A jornada foi ainda mais difícil porque eles murmuraram e duvidaram de Deus em diversos momentos. Se Deus plana sonhos, ele os realiza. Mas temos que estar dispostos a depender totalmente dele e sermos gratos pela jornada, ainda que seja difícil e demorada devemos persistir com paciência.  Só alcança as promessas quem persiste, apesar de todas as lutas durante o percurso.

 


VBAC – Parto da Lívia

Relato de parto da Lívia (Escrito pela Mamãe Amanda!)

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Obstetra acomp. Nívia Ximenes
Obstetra Plantão: Roberto (não sei o sobrenome)
Enfermeira: Raquel Silva
Doula: Nathaly Rodrigues

Não sei muito bem por onde começar a escrever esse relato, afinal, foram meses de preparação e 52 horas sentindo dor, então se prepare que lá vem textão…

O parto da Lívía foi um VBAC, mas pra mim foi um ciclo que se fechou. Na minha primeira gravidez tinha intenção de ter um parto normal mas daquele jeito, como toda mulher que tem apenas “intenção” de parto normal, não me preparei, não estudei, não tinha um parceiro (mãe solteira) e ainda tive complicações de saúde e depressão. Ao final? Uma cesariana agendada. Minha primeira experiência como mãe foi bem difícil, tive um baby blues, olhava para aquele bebê sem entender direito como uma hora estava dentro da minha barriga, e saiu, assim, do nada. Quando descobri a gravidez da minha segunda filha, 4 anos depois e em um novo relacionamento, tudo isso mudou. Eu sabia que tinha condições de parir, mas precisaria fazer tudo diferente dessa vez.

A segunda gravidez não foi nada planejada. Estava finalizando meu primeiro ano de mestrado, e já havia combinado com o marido que em fevereiro de 2018 começaríamos a ser tentantes, mas Lívia resolveu se adiantar um ano antes. Acho que Deus resolveu ouvir as orações da minha filha mais velha Maria Liz, que pedia pra o papai do céu uma irmãzinha, para ter uma amiga que pudesse dormir na casa dela pra sempre. kkk Meu marido que avisou que eu estava grávida, mas fiquei relutante em fazer o teste porque sabia qual seria a resposta. O resultado saiu, 6 a 7 semanas de gestação e uma nova oportunidade. A primeira saga (como de todas as mães, infelizmente) era achar um médico que atendesse meu plano e aceitasse o desafio de tentar um parto normal após a cesariana. Acabei rodando em uns cinco, todos cobravam parto a parte, até mesmo para fazer o acompanhamento do pré-natal, e quando eu falava que iria parir com plantonista, aí que não firmava mesmo. Acabei parando em um por falta de opção no plano de saúde, com o Dr. Fulano. Estava com 14 semanas se não me engano, falei do desejo do parto normal, ele apoiou na primeira consulta, e não se incomodou por não fazer meu parto. Ufa! Achei meu médico! Enquanto isso, minha irmã e doula (Nathy) me emprestou uns livros para me informar melhor. Ela que era uma inspiração pra mim, tinha atravessado dois partos domiciliares, com bebês grandes e sem nenhuma complicação, me fez sentir confiança de que eu podia parir também. Li o livro “parto ativo” da Janet Balaskas, e ele com certeza foi fundamental para minha autoconfiança.

Chegamos nas 31 semanas, ecografia, bebê pélvico. Tudo bem, ela ainda pode virar! Era o que eu mantralizava a todo o tempo. Fui na consulta com Dr. Fulano, aí vem aquela conversa. “Mãezinha, bebê pélvico é cirurgia, não tem como fazer o parto de bebê assim”. Rebati afirmando que ainda tinha muito tempo pra ela virar, e que se por acaso, na hora do trabalho de parto ela estivesse pélvica aceitaria a cirurgia sem hesitar. Aí ele falou “Mas mãe, não pode esperar o trabalho de parto, e se descer a perninha? É risco pro seu bebê!” com esse comentário meu sangue ferveu, sabia que estava nas mãos de um cesarista, e que ele faria de tudo pra me agendar outra cesariana. Respondi a ele “Calma Doutor, não é filme de hollywood não que a bolsa estoura e a criança já está nascendo, dará tempo pra eu tomar a melhor decisão”. Essa foi nossa última consulta. E agora, como achar um médico que termine de acompanhar meu pré-natal? Lembrei que já tinha agendado umas consultas com a Dra. Nívia, mas as secretárias dela remarcaram e um dos dias não pude ir, então vou tentar essa médica novamente. Foi a melhor escolha que eu poderia fazer! Médica atenciosa, entendia o tanto que era importante esse parto pra mim, fez meu pré-natal até o final, me acalmou nas consultas quando a ansiedade queria me balançar, enfim, uma médica de plano de saúde que é muito humana. Entre uma ecografia e outra, Lívia virou! Ufa! Mas pera, ela está virada com dorso a direita. A médica ecografista me disse que bebê com dorso a direita nasce de parto normal também, mas normalmente é mais longo e dolorido o trabalho de parto porque o bebê precisa fazer um giro completo na barriga da mãe para encaixar (270º) enquanto bebê com dorso a esquerda só precisa virar 90º. Porque comigo tudo é mais difícil? Fiquei me questionando.

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No dia 17/10 às 2h da manhã acordei com cólicas, mas eram cólicas diferentes, vinham como uma onda, então sabia que ali poderia estar entrando em trabalho de parto. Acordei meu esposo só para informa-lo de que eu achava que Lívia estava a caminho, e que pela manhã contaríamos para a nossa doula e enfermeira. Eu, ansiosa por demais, não consegui dormir mais! Era um misto de alegria, medo, ansiedade, insegurança… adrenalina pura! Pra quê? Mal sabia o que me esperava! Liguei pra minha irmã/ doula de manhã, e ela veio direto aqui pra casa. Ela também muito empolgada, porque seria mais uma sobrinha e a primeira afilhada dela, estávamos felizes, eu curtindo cada contraçãozinha, mal acreditando que tinha chegado a hora. Fomos ao shopping, comemos um temaki delicioso, dancei, brinquei. A Raquel chegou era umas 15h para me avaliar, e viu que não era trabalho de parto ainda, só pródomos. Recomendou descanso, mas como eu iria descansar? Estava tão extasiada com a chegada da minha filha. Meu esposo chegou do trabalho umas 20h e fomos caminhar no taguaparque. Até esse momento as contrações estavam doloridas porém fracas, caminhamos uns 2 Km e eu parava pra agachar a cada contração, a coisa estava começando a apertar.

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Vim pra casa, chuveiro para aliviar a dor. Falei pro meu esposo e pra nathy irem dormir, que se apertasse muito eu chamava eles. As 2h da manhã estava ouvindo minha playlist, quando começou a tocar velha infância, eu a cantar pra ela “você é assim, um sonho pra mim enquanto eu não te vejo, eu penso em você, desde o amanhecer até quando eu me deito”, chorei muito, estava sentido dor, muita dor! Chamei a Raquel, pedi pra ela ir me avaliar novamente. Quando ela chegou foi muito prudente e optou por não fazermos o toque aquela hora, preferiu acompanhar a intensidade das contrações que já estavam pegando o ritmo de 4, 5 e no máximo 7 minutos de intervalo. Depois de 3h acompanhando, ela resolveu fazer o toque e… COLO FECHADO! Meu mundo desabou! Não acreditava que estava sentindo a dor dos infernos e não tinha dilatação, nenhum dedinho. Chamei meu esposo, ela, falei que queria uma cesariana, que não aguentaria ficar sentindo dor… Ela e a nathy me acalmaram, dois anjos nas nossas vidas, sem elas com certeza teria me rendido a cirurgia. Elas recomendaram descanso, Raquel foi embora, já era umas 5h30 da manhã do dia 18.

Acordei e as contrações já tinham perdido o ritmo novamente. Estava dasanimada, desacreditando do meu corpo. Mandei mensagem na madrugada pra Dra. Nívia e ela me respondeu pela manhã, com aquela voz doce de que eram só pródomos, e que eu tinha que ficar mais tranquila porque poderia durar dias, perguntei nas mensagens se poderia fazer acupuntura e ela recomendou que sim. Saí ligando para todos que apareceram no google, até que um foi indicando o outro, e parei no Thiago. Por intervenção divina um paciente dele tinha cancelado a consulta, e ele estava livre após o almoço. 14h da tarde começamos a fazer as sessões, ele conversou muito comigo, pediu pra eu mentalizar minha filha saindo, conversar com ela para entrarmos em sintonia, que precisaríamos passar por isso juntas. Nathy comigo esse tempo todo, essa linda! Estávamos já um dia e meio assim, nesse nasce e não nasce. Ela foi pra casa, falei pra ela que só chamaria agora quando realmente sentisse que iria engatar. E durante todo esse período, as contrações não paravam.

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As 18h levantei, tive outro piriri (como no dia anterior) e fui tomar banho. Ao sair do banho senti uma contração tão forte que achei que iria cair no chão, voltei pro chuveiro e não queria sair mais. Meu esposo estava indo para a banca de uma orientanda, e ligou pra Nath pra saber se ela poderia ficar comigo, pois não queria me deixar sozinha e também não sabia se era outro alarme falso. Quando ela chegou, começou a contar as contrações novamente. Depois de 2h com contrações ritmadas chamou a Raquel. Quando ela chegou, falou que precisaríamos fazer um toque novamente, eu disse que ela podia fazer mas eu não queria saber, para não ter outra decepção. Logo após o toque fui fazer xixi e o tampão caiu inteiro no vaso, parece que agora vai, pensei. Fizemos várias posições para ajudar na dilatação, bola, rebozo… pegamos a bola e colocamos ela embaixo do chuveiro, agua quente! Como é bom sentir aquela água caindo durante as contrações, ajudando a diminuir a dor. Eu estava exausta, sem comer, sem dormir.. a Nathy me deu 2 picolés de limão para eu conseguir ingerir algo, no calorão de outubro eles foram de um frescor absurdo.
Entre contrações, exercícios, agachamentos chegamos a madrugada do dia 19. Era 1 e pouco da manhã (eu acho), já não queria mais ficar em casa, estava me sentindo sufocada. Acho que era porque já era a terceira madrugada a dentro que estava em contrações, então Raquel fez mais um toque para irmos para o hospital, 6 cm. Ela me lembrou do plano de parto, eu queria ir com 8 cm mas a essa altura eu já estava na partolândia, surtando! Não queria mais ficar em casa de jeito nenhum! Fomos para a Maternidade Brasília, o caminho pareceu uma eternidade, porque contrações e quebra-molas definitivamente não combinam.

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Chegando ao hospital, fizemos todos os procedimentos padrões, nos encaminharam para uma sala de pré-parto, fui para o banheiro, voltar para o chuveiro e água quente, minha principal fonte de anestesia, mas agora um chuveiro com barras de apoio, aquilo foi o que mais me ajudou então fiquei feliz de ter feito a escolha certa e ido logo para o hospital. A cada contração eu me agachava, gritava vocalizando como as meninas me ensinaram, chamava minha filha, pedia, implorava pra que ela descesse logo! Fiz aqueles procedimentos chatos de monitoramento da contração, sentada, de barriga pra cima. Gente, aquilo é tortura! A última posição na face da terra que eu queria estar era de barriga pra cima e deitada. Sempre que podia me encolhia, agachava, ficava de quatro mas nunca deitada de barriga pra cima!! Só a Raquel me monitorava, e eu achei ótimo que o hospital respeitou a presença da minha enfermeira e doula.. A cada contração eu pensava na frase que minha anja Nathy me falou no começo do trabalho de parto “A dor é inevitável, o sofrimento é opcional!” Como não sofrer em meio a dor? Eu tentava tirar daquela situação forças para continuar, a cada agachamento, cada contração. Fizemos o toque, 9 cm e bolsa rígida. Pedi para a Raquel estourar minha bolsa, não queria bebê empelicado, só queria que ela nascesse logo! Nesse momento não me lembro muito bem das coisas, do tempo.. Sei que quando o médico foi me avaliar estava com 9 pra 10 cm, e fui encaminhada pro centro cirúrgico. Assim que sentei na cadeira de rodas senti o puxo. Subimos, mas não tinha sala de parto normal disponível, muita mulher parindo tbm (19 de outubro era virada de lua, Lua NOVA! Eu que sempre acreditei nisso agora acredito mais ainda! rs), me levaram para uma sala de cesariana. Acho que foi Deus que fez eu entrar naquele lugar para ressignificar o meu não-parto anterior.

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Na porta da cirurgia tive que escolher entre Doula, Enfermeira e acompanhante, pois só podiam entrar duas pessoas comigo. Escolhi meu esposo (claro) e minha irmã/Doula e ainda madrinha da minha filha e a Raquel com aquele sorriso meigo entendeu super bem. Entrei na sala e a enfermeira começou a colocar a perneira na maca, eu me desesperei! Comecei a gritar com ela que não subiria lá, que não teria minha filha deitada! Ela olhou assustada pra mim e perguntou “onde você vai ganhar essa criança então minha filha?” eu rapidamente respondi “no chão!” Caí de quatro no chão e veio outro puxo. Aquele chão frio de hospital, a enfermeira pediu pra pelo menos forrar com um pano. Meu marido chegou com a roupa do centro cirúrgico, e eu nem o reconheci, perguntei se ele era o médico..kkkk estava em outro mundo, a partolândia. Terra de gente louca, muito louca mesmo, você só segue seus instintos, não há razão que controle seu corpo. Meu esposo e a nath tentaram me convencer a subir na maca e ficar de quatro nela.. eu quase chorando pedi pra nathy tentar achar uma baqueta pra mim, não era possível que todo mundo daquele hospital estivesse parindo em uma banqueta naquela mesma hora! A baqueta chegou e o médico chegou junto.. Veio aquela contração, meu esposo sentado atrás de mim e a nathy me dizendo o que fazer.. “Força, aguenta firme Amandinha, ela já está vindo! Estou vendo os cabelinhos, é cabeludinha!” fiz força e saiu a cabeça, o médico acertou a posição dela, acho que estava nascendo meio de lado, tirou a circular de cordão, fiz força novamente e ela saiu! Abracei minha pequena chorona, tão linda, tão frágil! Meu parto havia sido exatamente como eu visualizava: Sentada em uma baqueta, com meu esposo atrás de mim me abraçando!

 

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Hoje sei que foi a melhor experiência que pude passar na vida! O puerpério foi mais tranquilo, acho que os hormônios do amor que o corpo libera durante o parto continuam circulando na corrente sanguínea por um longo período. Eu estava realizada! Pari! uma linda criança em um parto natural e muito humanizado! Lívia nasceu de 39+4 dias as 6:53 da manhã, com 50 cm e 3,360 kg, uma bonequinha! As 9h recebi a visita da linda Dr. Nívia, que vibrou comigo, me abraçou e parabenizou minha conquista, ela sabia como era importante pra mim. Só tenho a agradecer a Deus por esse processo, Ao meu esposo José Pedro, por respeitar minhas escolhas, e mesmo sem entender o porque escolhi a dor apoiar todas elas, sem ele ao meu lado seria impossível.. essas 52h que atravessamos, e que sem a presença dos anjos Nathy e Raquel seria impossível de acontecer.

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Quem puder, planeje a presença de uma doula e uma enfermeira em sua gestação, cada uma tem o seu papel, sua importância. Eu não fiz álbum de fotografias, não fiz um mega chá, não paguei fotógrafo para a hora do parto… Priorizei minha segurança emocional e garanti a saúde da minha filha! A chegada dela ao mundo (pra mim) foi muito mais importante do que qualquer outra coisa. Não é luxo, é segurança, aconchego, afeto, Ocitocina pura! Meninas, sem vocês eu não conseguiria chegar nem na metade do caminho que eu trilhei, agradeço a Deus por vocês nas nossas vidas, nossa família agora está completa!

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Disciplinar? Uma tarefa repetitiva e cansativa!

Você já pensou em como seria fácil ter o equilíbrio emocional suficiente pra corrigir seu filho, da maneira mais calma, serena e rápida possível? É uma tarefa quase impossível, mas gostaria de te disponibilizar algumas ferramentas que não só vão te ajudar a saber como corrigir, como vai te possibilitar criar um padrão de disciplina no seu lar.

Disciplinar filhos é sempre uma tarefa árdua, difícil e que exige muuuito de nossa paciência. Nas últimas semanas eu enfrentei diversos momentos que minha vontade era gritar! Equilíbrio emocional foi testado, crianças amam testar nossos limites e é sobre isso que gostaria de conversar contigo!

Disciplina e Controle Emocional

Primeiramente se nós adultos capazes e maduros não conseguimos controlar totalmente nossas emoções, será que possível que nossos filhos sejam capazes de tal façanha? Não, é claro que não. Mesmo a criança mais esperta, doce e tranquila do mundo não nasce com equilíbrio e capacidade para controlar totalmente as emoções. Assim, o que isso significa pra você e para a sua visão sobre as ações do seu pequeno? Você agora tem condições de entender o mau comportamento de seu filho de um modo que lhe permita discipliná-lo com gentileza no contexto do verdadeiro significado da palavra: ensinar e orientar.

Seu pequeno não choraminga, reclama e se emburra porque está tentando manipulá-lo. Ele não é “mau” de propósito. Ele não se comporta assim apenas para irritá-lo. O mau comportamento do seu filho são resultado direto do fato de que ele não consegue controlar suas emoções. Isto é normal em termos psicológicos e biológicos.

Se você conseguir inserir essa premissa em suas rotinas diárias com seus filhos, não tenho dúvidas de que na adolescência será muito mais tranquilo pra vocês. Assim você terá a calma necessária para ajudar seu filho a aprender como desenvolver o controle emocional apropriado.

As Quatro Partes da Disciplina. 

Disciplinar é algo um tanto quanto conflituoso, pois queremos desfrutar da companhia dos nossos filhos, não queremos nos estressar por qualquer coisa. Porém, existem muitas coisas que nossos filhos precisam fazer ou deixar de fazer, e eles nem sempre escutam, nem sempre fazem o que desejamos ou se comporta como esperamos. O controle emocional deles é bem limitado. Por isso, Elizabeth Pantley, em seu livro ” Soluções para Disciplina sem choro” nos ensina 4 etapas da disciplina positiva e são essas etapas que utilizo no meu lar, para lidar com meus filhos. São elas:

  1. Corrigir o comportamento imediato
  2. Ensinar uma lição
  3. Dar instrumentos para construção da autodisciplina e controle emocional
  4. Construir o relacionamento entre pais e filhos.

E você concorda ou não com essa visão de disciplina positiva? Se o artigo te ajudou compartilhe com as amigas, familiares!


As Cinco Linguagens do amor aplicada à Gestação, Parto e Maternidade!

Com mais de 30 anos de experiência no aconselhamento de casais, Dr. Gary Chapman, contrariando a ideia de que o amor é universal, percebeu que cada um de nós adota uma linguagem pela qual damos e recebemos amor. Ele identificou 5 formas através das quais as pessoas expressam e recebem as manifestações de amor e valorização. Quando as pessoas que convivemos não entende a linguagem predominante de cada um, a comunicação é afetada, impedindo que se sintam amados, aceitos e valorizados. São elas: Palavras de afirmação; Tempo de qualidade; Receber presentes; Formas de Servir; e Toques físicos, sendo cada um deles aplicados a qualquer tipo de relacionamento.

As diferenças de Linguagem fazem parte do ser humano e de sua cultura. Não importa o tanto que você se esforce pra expressar o sua valorização em inglês pra alguém se essa pessoa só entende chinês; vocês jamais conseguirão entender, caso não falem de modo que o outro compreenda.

Sendo assim, as linguagens do amor/ valorização pessoal servirá de apoio para qualquer tipo de relacionamento que você vier a construir.

Especificamente nesse artigo vou demonstrar como aplico em minha atuação como doula. Eu gosto de identificar a linguagem da mulher de modo que eu consiga construir um vínculo de confiança com ela e que com isso seja propiciado um parto acolhedor.

Eu consegui chegar a essas conclusões a partir de uma pesquisa que eu mesma fiz. Apliquei um questionário objetivo e um subjetivo com cinco mães. No questionário subjetivo eu fiz algumas perguntas específicas sobre a gestação, o parto e o puerpério. Desse modo, eu tive uma visão mais clara se as linguagens poderiam ser aplicadas.

Mas eu não aplico apenas na minha atuação como doula. Eu aplico como amiga, profissional e como mãe.

Essas formas são subjetivas. O meu intuito é fazer com que você entenda as linguagens e passe a observá-las e aplicar a cada pessoa que vier a conviver.

  1. Palavras de Afirmação

Elogios verbais e palavras de apreciação são poderosos comunicadores do amor, aceitação e valorização. A gestação é um momento de insegurança para os pais, onde muitas vezes se questionam se estão ou não prontos para educar uma criança, da anulação pessoal em prol de outra vida. Palavra de afirmação traz à tona, por meio da verbalização, sentimentos muitas vezes escondidos ou ainda, ressaltar qualidades que muitas vezes passam despercebida pelas pessoas.

Quando verbalizamos essas qualidades estamos apoiando verbalmente uma característica positiva de alguém.

Existem diversas formas de se comunicar as palavras de afirmações.

Dicas Práticas:

  • Uma maneira de expressar palavras de afirmação é elogiando verbalmente uma pessoa. O elogio se concentra numa conquista ou num feito.
  • Procure trazer à mente consciente algumas características que você observou na pessoa que você está apoiando.
  • Outra forma de abordar as palavras de afirmações é ressaltar traços pessoais positivos. A personalidade é nossa maneira usual de abordar a vida.

Na Gestação a mulher fica muito insegura com as mudanças em seu corpo, então você como doula pode destacar coisas que identifique algo positivo nela: qualidades, a determinação na busca por informações e escolha pelo parto natural.

Além das diversas formas existentes de abordar as “palavras de afirmação” com alguém, há também numerosos cenários em que elas podem ser ditas. Entender o contexto em que alguém prefere ser reconhecido é outro aspecto importante de aprender a falar essa linguagem de palavras de afirmação fluentemente.

Então você pode começar a compreender durante seus primeiros encontros com ela, através de uma conversa já é possível identificar suas preferências. E afirma-la por meio de palavras de afirmação pode gerar em vocês confiança e intimidade.

2. Tempo de qualidade

O tempo de qualidade também inclui a conversa de qualidade; o tempo que você dedica a pessoa: seja ao enviar uma mensagem mostrando que naquele momento você lembrou-se dela ou até mesmo o tempo dedicado a ir conversar pessoalmente. Quando a linguagem da pessoa é essa, a pessoa vai compreender que ao procurar ter uma agradável conversa com ela, significa que você está procurando criar um ambiente seguro no qual a pessoa possa contar suas realizações, frustrações e sugestões.

Nesse caso, podem ser feitas perguntas não com o propósito de argumentação, mas com o desejo genuíno de entender as suas preocupações.

Seguem abaixo algumas dicas:

  • Mantenha o contato visual. Resista à tentação de olhar na direção do teto, do chão, da janela ou qualquer outro lugar. Manter o contato visual evita que sua mente divague e comunica à outra pessoa que ela tem sua plena atenção.
  • Não faça outras coisas enquanto estiver ouvindo. Lembre-se: tempo de qualidade é dar a alguém sua atenção total.
  • Se estiver fazendo algo de que não possa se afastar imediatamente, diga isso à pessoa que deseja conversar: “Sei que você quer falar comigo e estou muito interessado nisso. Mas quero lhe dar atenção plena.”
  • Ouça sentimentos e pensamentos. Enquanto estiver ouvindo, pergunte a si mesmo: “Que emoção a pessoa está experimentando?”. Quando achar que tem uma resposta, confirme-a.
  • Reconheça os sentimentos da pessoa ainda que você discorde das conclusões a que ela chegou. Somos criaturas emocionais. Ignorar as emoções é desprezar uma parte significativa da nossa humanidade.
  • Resista à tentação de interromper. Pesquisas recentes indicaram que a pessoa comum ouve apenas dezessete segundos antes de interromper e apresentar suas próprias ideias. Se você der total atenção enquanto estiver falando com a pessoa, logo você irá se abster de defender-se ou de lançar acusações sobre a pessoa ou afirmar sua posição de maneira dogmática. A intenção é descobrir seus pensamentos e sentimentos, não se defender ou se corrigir. Nossa meta deve ser entender a pessoa. O entendimento constrói relacionamentos positivos; a atitude defensiva cria inimigos.

Não estou dizendo que não há espaço para nossas ideias e nossos sentimentos, porém, o foco é na outra pessoa. Por esta razão, primeiro apreciamos e compreendemos os pensamentos e sentimentos da outra pessoa para então depois de ter ouvido bem, compartilharmos nossa perspectiva.

Quando ambas as partes se ouvem com empatia, isso estimula e provoca sentimentos de apreciação no indivíduo cuja principal linguagem é tempo de qualidade.

Outro dialeto do tempo de qualidade apresenta-se sob a forma de experiências compartilhadas como diálogos em pequenos grupos (Roda de gestantes).

Algumas pessoas não se sentem confortáveis em conversar individualmente. Num grupo pequeno, porém no qual se compartilha ideias e sugestões, essas pessoas se sentem menos intimidadas e será maior a probabilidade de elas compartilharem suas ideias.

Esse tipo de atenção concentrada, em que a doula não promove suas próprias ideias, mas busca ouvir o que os outros membros compartilham, gera nos componentes um senso de valor.

Durante o parto, como doulas, precisamos garantir que estamos mantendo esse espaço de nascimento apenas com pessoas que tem confiança no parto, que acreditam firmemente nessas mulheres, em suas habilidades e em se corpo. Isso porque o medo de fato é transmitido, logo, é importante criar um a relação de proximidade, mencionar palavras de afirmação para empoderar essa mulher e deixar próximas dela apenas pessoas que possam efetivamente passar um “tempo de qualidade”.

Outra iniciativa interessante que pode ajudar a gestante a criar um tempo de qualidade consigo mesma é incentivá-la a tirar de 2 ou 3 minutos de prazeres por dia durante toda a gestação: seja apreciar sua xícara de café, a leitura de um livro, caminhar, colocar uma música e dançar, comer chocolate.

Precisamos leva-las a encontrar esses prazeres simples na vida, que as levará a conectar-se consigo mesmas e tentar trazer isso para o parto de modo que no momento de dor ela se sinta “confortável” desfrutando de algo que lhe gere prazer.

Nosso papel é nutrir e proteger a memória dessa mulher, afinal, esses momentos ficarão registrados na memória delas eternamente. A doula também compreende como elas se sentem: suas emoções segregam seus hormônios e os hormônios mudam a fisiologia do parto.

3. Atos de Serviço (Formas de Servir)

Prover ajuda é uma poderosa mostra de reconhecimento, especialmente ao indivíduo cuja linguagem da valorização pessoal mais importante é “atos de serviço”. Tais ações normalmente serão vistas como benéficas. Nosso papel principal como doula é servir e podemos fazer isso muito bem com essa linguagem, contudo, várias estratégias podem tornar o processo mais eficiente.

Dicas práticas:

  • Pergunte antes de ajudar. Quando estiver considerando a possibilidade de ajudar alguém, é muito importante que pergunte primeiro se a pessoa quer ser ajudada.
  • Sirva voluntariamente. Para que um ato de serviço seja encorajador para alguém, a ação precisa ser oferecida voluntariamente.
  • Analise sua atitude. Existe um provérbio antigo que diz: “O trabalho realizado com uma atitude alegre é como chuva caindo sobre o deserto”. Cremos que o oposto também é verdadeiro: O trabalho realizado com uma atitude negativa é como um furacão sobre o deserto. Não é animador receber ajuda de alguém que está irritado ou que lamenta ajudar. Quando for ajudar uma gestante, certifique-se de que você é capaz de realizar a tarefa com uma atitude positiva e alegre.
  • Se é para ajudar, faça do jeito da outra pessoa. Portanto, quando for prestar ajuda prática a alguma gestante.

Existem 03 coisas importantes para criar um ambiente favorável para ao parto:

Privacidade, segurança e não observação são aspectos muito importantes para garantir à gestante um ambiente favorável para o parto. É igual na sexualidade. Como você se sentiria se você estivesse fazendo amor e a porta estivesse destrancada e estranhos entrassem? Ou se você estivesse conectado a maquinas? Cada mulher consegue descrever o que é privacidade para pra ela. Nós temos que propiciar um ambiente íntimo e acolhedor, onde não será perturbada nem observada.

Durante o parto muitas mulheres precisam estar conectadas e se alguém entra no quarto, ela vai sentir na hora se são calorosos, amáveis se a fazem se sentir realmente confortável e segura, ou se são estranho que estão entrando em seu espaço, ela sentirá a tensão em vez de liberar oxitocina, o hormônio do amor, e endorfinas, os hormônios do prazer. Por isso é importante conhece-la previamente, afim de identificar as formas de agradá-la e poupá-la de interferências externas.

4. Receber Presentes

Dar o presente certo para a pessoa que aprecia recompensas tangíveis pode significar uma poderosa mensagem de agradecimento, apreciação e encorajamento. O presente pode ser de qualquer tamanho, forma, cor ou preço. Pode ser comprado, encontrado ou feito. Para a pessoa cuja principal linguagem do amor é receber presentes, o custo destes pouco importa. Presentes não precisam ser caros, são apenas lembranças tangíveis.

Dica prática:

  • Algum cartão especial ou revista de maternidade. Algo que faça com que a gestante perceba de forma tangível seu interesse em agradá-la genuinamente.

5. Toque Físico

O toque físico é uma maneira de reconhecer o valor da outra pessoa e pode ser profundamente encorajador. Devemos aprender com a pessoa que estamos tocando o que ela entende como o toque traz afirmação e valorização. Quando alguém se afasta de você fisicamente, isso costuma indicar que existe um distanciamento emocional entre vocês. Quase instintivamente, num momento de crise, abraçamos uns aos outros porque o toque físico é um poderoso comunicador de amor e cuidado. Em tempos críticos, mais do que qualquer outra coisa, precisamos sentir que os outros se importam conosco. Entretanto, existem pessoas que não gostam de ser tocadas pois isso as deixa desconfortáveis. Nestes casos, cabe a nós identificarmos se esse é o caso da gestante.

São exemplos de toques que demonstram amor e valorização para quem o tem como principal linguagem.

  • Abraços, afagos nos encontros.
  • Massagens para alívio da dor
  • Aperto de mão dentre outros.

O que você achou? Consegue fazer um paralelo com suas relações? Deixe seu comentário, pois é muito importante pra mim.


Desmame noturno, após 1 ano de idade!

breastfeeding. young mother breast feeding her daughter with love in vintage color tone

Plano do Dr. Jay Gordon: mudando o padrão de sono na cama familiar

Mudando o padrão de sono na cama familiar

por Dr. Jay Gordon

Será bem difícil achar uma pessoa que apóia a cama familiar (pais e crianças dormindo junto) como eu sou. Ainda assim, já recebi muitos e-mails comentando que há partes desse “plano” que podem ser facilmente mal-entendidas como sendo simplesmente outra versão de “treinamento de sono” para bebês novinhos. Não é suposto ser isso, pelo contrario é bem diferente.

 Aqui está o que eu realmente quero fazer: quero oferecer uma alternativa aos métodos de Ferber, Weisbluth e Tracy Hogg.

Eu não quero ver as minhas idéias aplicadas em um bebê de 4 meses ou até mesmo de 7 meses. Para falar a verdade, eu não incentivo nenhum “plano” para bebês menores de 1 ano. Essas idéias são, então, para serem aplicadas em bebês maiores de 1 ano.

 Antes de proceder, deixe-me expressar a minha preocupação prioritária: Bebês ficam melhores quando respondemos a todas as suas questões da melhor maneira e atendemos às suas necessidades do melhor jeito que podemos.

 A maioria das famílias que eu atendo em meu consultório pediátrico dormem na “cama de família”.

Seus bebês tendem a ser amamentados por mais de 1 ano e eles não dormem a noite toda melhor que a maioria de nós se dormíssemos pertinho do melhor restaurante da cidade e soubéssemos que está aberto 24 horas/dia.

Esse arranjo não é somente adequado e tolerável, mas na verdade para muitas mães é mais fácil, pois elas podem simplesmente amamentar os bebês deitadas mesmo e voltar a dormir, ao invés de ter que levantar para amamentar, ou ainda, recusar a amamentar e por o seu bebê de volta a dormir de alguma outra forma.

Muitos pais continuam esse esquema no primeiro ano, no segundo ano de vida da criança ou até mais, mas alguns preferem mudar pois estão muito cansados.

O que é mais triste de tudo: algumas mães e pais acham que o desmame total é o melhor jeito de conseguir mais sono. Eles preferem não considerar o desmame noturno apenas como uma boa opção ao invés do desmame total.

Existem dezenas de livros e artigos de revistas que implicam que existem algumas maneiras rápidas e fáceis de conseguir que o bebê durma a noite toda sem ser mamar. Eu ainda não li um desses sequer que diga a verdade completa aos pais.

Não é fácil, raramente é rápido e geralmente é bem barulhento e  quebra o coração por algumas noites… ou mais. Eu já vi muitas famílias que precisavam de ajuda e foram oferecidas opções de que não gostaram nada.

Eu tenho uma alternativa melhor ao desmame total ou método do choro. Bebês acordam para a melhor interação com suas mamães, mamar para voltar a dormir. Oferece-se um pouco menos que isso por algumas noites, então um pouco menos ainda e assim por diante, uma modificação gentil de comportamento irá guiá-los a entender que não vale a pena “bater na porta do restaurante fechado”.

Eu não recomendo nenhuma modificação forçada no sono durante o primeiro ano de vida. Provavelmente, a única exceção a isso seria uma emergência envolvendo a saúde de uma mãe que amamenta. Existem muitas sugestões em livros e revistas que pressionam o “dormir a noite toda” durante os primeiros meses de vida do bebê. Eu não acho que essa é a melhor coisa a se fazer e estou muito certo que quanto mais cedo um bebê recebe o tratamento de “não-resposta” de seus pais, maior a chance de que ele irá se fechar, ao menos um pouco.

Não me entenda mal. Gosto muito da cama familiar, o desmame guiado pela criança, e muitos carinhos noturnos no primeiro, segundo, terceiro ano ou mais se está funcionando bem e se a família está se dando bem com o esquema. Não deixe ninguém te convencer que é uma escolha que vai prejudicar a criança ou que ela “nunca vai sair” da sua cama se você não fizer agora. Não acredite em ninguém que diga que o bebê que recebe muitos carinhos e mama de noite “nunca” vai aprender a dormir sozinho ou se tornará dependente. Isso simplesmente não é verdade, mas vende livros e por isso esses mitos continuam em nossa cultura.

Algumas mães simplesmente não querem continuar fazendo isso após alguns meses ou anos e deveria existir uma terceira escolha do que “viver com isso” ou o “método do choro”. Novamente, eu quero dizer que apoio a cama familiar e a amamentação durante a noite por um longo tempo e até estimulo alguns pais a continuarem por um pouquinho mais. Mas eu também tenho que mudar rumo de meus conselhos e apoiar famílias que precisam de mudanças a prosseguirem com as mesmas, mesmo sendo decisões difíceis algumas vezes.

O que recomendo para bebês maiores de 1 ano:

Escolha as 7 horas mais valiosas de sono para você. Eu pessoalmente prefiro de 23h00 às 6 da manhã, mas você pode ter uma preferência diferente.

Mude as regras durante essas horas e não se preocupe porque um bebê que teve todo esse carinho e sabe que pode contar com os pais durante todo o tempo tem uma personalidade formada no sentido de que vai aguentar essa mudança de regras. Ou seja, vai continuar tendo tudo o quer o tempo todo… oops, “quase” o tempo todo.

Esse é o conceito que queremos mostrar ao bebê: “quase”. Se pudéssemos explicar a ele que “mamães e papais cansados levam seus filhos ao parque, zoológico, playground menos do que mamães e papais descansados”… Se essa explicação pudesse fazer sentido às crianças por volta do terceiro aniversario ou antes (mas não faz!!) eles iriam simplesmente virar-se para o lado e dizer: “Te vejo de manhã”, e deixar-nos dormir o quanto quiséssemos.

Eu tento fazer esse plano em intervalos de 3 e 4 noites.

Estou assumindo que você tem um bebê maravilhoso, saudável, de 12, 15, 20 ou 30 meses, que ainda adora acordar de noite a cada 2-4 horas para mamar, carinho, ninar, ou o que seja. Estou assumindo que você pensou muito nisso tudo, decidiu que quer fazer modificações no esquema familiar.

Estou assumindo que ambos, pai e mãe concordam que esta é a melhor opção. E, mais importante, que você está disposta a ir em linha reta no caminho das 7 horas de sono.

A razão dessa ultima afirmação: se o seu bebê aprender que se chorar, se contorcer, etc., por 1 hora vai conseguir que você o amamente, você estará  regredindo no seu plano. Esse é o melhor programa que já vi mas é muito distante de ser fácil. E agora, vou dizer novamente: gosto realmente do que você tem feito, muitos carinhos e amamentação durante a noite. Não mude isso com meu programa ou qualquer outro se você está feliz fazendo dessa forma. Mas….

 As primeiras 3 noites

A qualquer hora antes das 23h00, (incluindo 22h58) ofereça o peito para dormir, nine-o e faça o mesmo quando ele acordar, mas pare de oferecer o peito como solução quando ele acordar após as 23h00. Ao invés….

Quando seu bebê acordar à meia-noite ou qualquer outra hora após 23h00, abrace-o, amamente por um período curto, mas não o deixe adormecer mamando, e ponha-o na cama acordado. Massageie um pouco suas costas e abrace-o um pouco até que ele durma, mas não o ponha de volta no peito (ou uma mamadeira se esse for o caso). Ele precisa adormecer com seu conforto ao lado, mas sem ter que mamar para adormecer completamente.

Agora, ele irá te dizer que está com raiva, furioso, e detesta essa nova rotina. Eu acredito nele. Ele também tentará te dizer que está assustado. Eu acredito que ele esteja zangado, mas um bebê que teve centenas de noites seguidas de carinhos não está com medo de adormecer com sua mão em suas costas e sua voz suave em seu ouvido. Zangado, sim, assustado, não realmente. Durante essas 3 primeiras noites, repita esse padrão somente depois que ele tiver adormecido. Ele poderá dormir por 15 minutos ou 4 horas, mas para ser amamentado novamente tem que dormir e acordar de novo.

Essas noites serão difíceis.

Você poderá decidir que não está realmente preparada para tudo isso. OK, pare. Pare e comece de novo em alguns meses se preferir. Escolher o momento certo é crucial! Muitas pessoas escolhem esse momento baseado ou pressionado por amigos, pediatras, parentes, ou livros. Isso não funciona bem.

É melhor fazer esse plano na cama familiar, num bercinho no mesmo quarto ou usando um berço em outro quarto? Eu prefiro continuar com a cama familiar mesmo que pareça mais difícil no começo, mas sempre me pareceu mais difícil colocar o bebê dentro e fora do berço. Entretanto, se um berço ou uma cama de criança em seu quarto lhe parecer a melhor opção, vá em frente. Outra opção é expandir os limites de sua cama colocando outro colchão próximo ao seu. Um pouco mais de espaço para cada membro da família pode resolver alguns dos problemas de sono.

Minha opção menos favorita é um berço ou cama em outro quarto.

Novamente, durante essas três primeiras noites, entre 23 horas e 6 horas da manhã, abrace-o, amamente por um período curto de tempo, ponha-o na cama acordado, massageie as costas, fale com ele até que ele volte a dormir e repita esse ciclo somente após ele ter dormido e acordado novamente. As 06h01 faça o que for que você esteve fazendo, ignorando o padrão das 7 horas prévias.

Muitos bebês irão rolar, mamar, e voltar a dormir e te darão mais uma hora extra de sono, mas alguns não irão.

Para mim, uma das partes mais asseguradoras desse plano de sono é que os bebês acordam bem, felizes e sem ressentimentos sobre as mudanças nas regras. Você verá o que quero dizer, ainda que os primeiro minutos da manhã não sejam exatamente o que sempre tem sido.

As próximas 3 noites

Novamente, amamentar para dormir ate as 23h00. Quando ele acordar depois disso, abrace-o, aconchegue-se com ele por alguns minutos, mas não o amamente, e ponha-o para dormir acordado. 

Colocá-lo na cama acordado é parte importante do plano como um esforço para ensiná-lo a pegar no sono com menos e menos contato. Não amamentar é uma grande mudança nessas 3 noites. Bebês de 1 ano podem facilmente ficar 7 horas (ou mais) sem calorias. Eles gostam de mamar um pouco durante a noite, mas fisiologicamente e nutricionalmente não é um longo tempo para ficar sem alimento.

As proximas 3 noites

Novamente, amamentar para dormir para as 23h. Quando ele acordar, abrace-o, aconchegue-se com ele por alguns minutos, mas nao amamente-o, e ponha-o para dormir acordado. 

Coloca-lo na cama acordado é parte importante do plano como um esforço para ensina-lo a pegar no sono com menos e menos contato. Não amamentar é uma grande mudança nessas 3 noites. Bebes de 1 ano podem facilmente ficar 7 horas (ou mais) sem calorias. Eles gostam de mamar um pouco durante a noite, mas fisiologicamente e nutricionalmente não é um longo tempo para ficar sem alimento.

Se eu pudesse acordar a minha esposa algumas vezes durante a noite, pedir-lhe para fazer um suco de laranja fresco (minha bebida favorita), e massagear as minhas costas para dormir enquanto eu bebo o suco, eu não escolheria desistir dessa rotina voluntariamente. Minha esposa pode ter uma ideia diferente e ficar cansada disso tudo rapidamente. Bebês raramente desistem de seus padrões e coisas favoritas- de dia ou de noite – sem hesitar e chorar.

Eu realmente não gosto de ouvir bebês chorando. Na verdade, eu detesto ouvir bebês chorando. Diferente deles, porém, nós adultos podemos entender as implicações e efeitos da falta de sono para uma família de 3, 4 ou mais pessoas. Padrões de sono algumas vezes têm que ser mudados. A segurança incrível que a cama familiar tem providenciado supre o melhor contexto e localização para essas mudanças.

Durante essas próximas 3 noites, alguns bebês vão chorar e protestar por 10 minutos enquanto outros vão chorar por 1 hora ou mais. Seu filho tem consciência de que você está lá do seu lado, oferecendo conforto e tranqüilidade. Somente não é a maneira de conforto que ele quer no momento. É difícil ouvi-lo chorar, mas vai funcionar. Eu acredito que ele é um bebê bem-amado, após 1 ano ou mais na cama familiar, e no final ele será o beneficiário dos pais terem noites melhores de sono.

“Sim, pelos últimos meses nós estivemos votando 1 a 2” – não democraticamente, a favor do…. bebê. Quem quer levantar a noite toda, amamentar, andar para cima e pra baixo com o bebê, ficar realmente cansado no dia seguinte e no dia seguinte também? Bem, o voto é 1 a 2 a favor do bebê.”

Agora, o que estamos falando é: nós iremos algumas vezes votar 2 a 1 a favor da família do bebê. Esse conceito “família do bebê” pode ser abominável ao que se considera o Rei da Inglaterra, ou Imperador do Universo, mas nosso conhecimento de que ele tem esse sentimento nos permite demolir o ditador com confiança a um cargo de membro de respeito da família. Sua família.

No final da sexta noite, seu bebê vai voltar a dormir sem mamar. Ele vai dormir após um abraço gostoso, com a sua mão em suas costas e suas palavras em seu ouvido.

Se, em qualquer ponto esse plano parece “errado” para você, pare, espere alguns meses e comece de novo mais tarde. Não  vá contra seus instintos que estão te dizendo que isso não é a coisa certa a se fazer para ajudar seu bebê a dormir. Seus instintos são melhores que qualquer programa de modificação de sono jamais escrito no mundo.

 As próximas 4 noites

Noites 7, 8, 9 e 10. Não o pegue, não o abrace. Quando ele acordar após às 23h00, fale com ele, toque-o, fale mais um pouco, mas não o pegue no colo. Esfregue as costas somente. Não o amamente, obviamente. Ele voltará a dormir. Repita a massagem nas costas e fale com ele se acordar novamente. No fim da nona noite, ele estará voltando a dormir, embora com muita relutância para alguns bebês, com somente uma massagem e a voz calma da mãe.

Depois

Depois dessas primeiras dez noites, continue com carinhos e amamentar para dormir se você gosta e ele quer, mas não faça nada quando ele acordar no meio da noite, exceto tocar um pouco e falar com ele brevemente. Isso pode continuar por mais 3-4 noites, em alguns casos até por uma semana ou mais. Então… para. Ele aprendeu que é amado, tem na pratica tudo que precisa e quer durante o dia todo, mas tem que dar aos seus pais 7-8 horas de sono em retorno.

O que acontecerá se você viajar, ele ficar doente ou outra circunstancia que exija um retorno a mais interação noturna? Nada. Você faz o que precisa ser feito (carinho, dar de mamar, andar, ninar, quantas vezes for necessário) e então passa 1, 2 ou 3 noites voltando ao novo padrão que a família tinha estabelecido. O bebê já conhece o processo e vai reagir a isso muito mais rápido que da primeira vez.

A propósito, “pague” o bebê. Tenha certeza que ele realmente receba bastante em beneficio pela boa noite de sono. Vá ao parque com mais freqüência, faça todas as coisas que você falou que faria se dormisse melhor. Explique a ele conforme você está fazendo. Ele irá entender e ficara bem com tudo isso.

Este artigo pode ser lido original em inglês no site:


Heidi Baker – Escola de Missões no Brasil – Iris Rio

Uma linda e exemplar história de amor!

Há algum tempo tenho buscado modificar minha postura como cristã, ao sair da inércia e me debruçado sobre estudos bíblicos, livros e vídeos cristãos afim de conhecer a fundo o evangelho e vivê-lo em sua plenitude. Em alguns desses momentos eu ouvi a indicação do livro “Constrangido pelo amor” da Heidi Baker, fui logo adicionando à minha estante virtual (Skoob).

A história de vida de Heidi mexeu muito comigo. Ela e o esposo juntos serviram como missionários na Indonésia, Hong Kong e nas rua de Londres, antes de seguirem o chamado de Deus e se mudarem para Moçambique em 1995, onde veem o prover de Deus milagrosamente para mais de 7 mil crianças.

Que mulher maravilhosa, um exemplo de amor incondicional, obediência, entrega à Deus. Atitude rara em um mundo cercado de pessoas egoístas. Digo isso vestindo a carapuça, pois durante muitos anos eu vivi uma vida muito confortável, olhando apenas para meu próprio umbigo, em busca dos meus interesses. Por muitas vezes minha família precisou de mim e eu não estava ali para ajudá-los, ainda me achava “cristã”, mas as atitudes não correspondiam.  Ainda bem que Deus é paciente, perdoador e nos concede a oportunidade de mudar.

No livro, Heidi conta algumas histórias de fé, curas e providências Divinas em diversos momentos de sua trajetória como missionária em Moçambique. Conta inclusive dos momentos difíceis de perseguições e agressões sofridas por ela, suas crianças e os pastores que faziam parte de seu ministério.

Se você está precisando de uma injeção de ânimo para a sua jornada cristã, esse livro é pra você. Deus falará ao seu coração!

Segue um trecho que eu destaquei do Livro.

“O ministério é você simplesmente amar como Jesus ama. São as bem-Aventuranças manifestas através da sua vida. Missões é quando temos o amor de Deus para que ele possa demonstrar sua própria vida e natureza através de nós. O objetivo de missões é ser o Sermão da Montanha praticado na terra”. 

Se quiser conhecer mais sobre o ministério Iris Global dos Bakers, tem o site abaixo com todas as informações, inclusive, eu fiz a escola de 2018 e compartilho um pouco pelo link:

 

http://irisbrasil.org/missions-school/

http://www.irisglobal.org/

https://www.vidario.com.br/iris-school-rio

Fiquem na paz,


VBAC – Parto do Caetano

Escrito pela mamãe Carolina Fontenelle.

Esse parto foi muito planejado e esperado. Eu e meu marido Rafael sempre vimos o parto normal com bons olhos, mas nos preocupamos em procurar uma boa equipe. Sabíamos que devido à nossa cultura de cesareanas muitos colegas não tinham mais experiência em conduzir trabalho de parto.

Em 2012 soubemos da nossa primeira gestação! Era nossa princesa, Letícia, que vinha. O universo, sempre sorrindo pra nós, nos levou à nossa obstetra, Rachel Reis, e à doula Érica de Paula. Elas nos mostraram um lado do parto que não conhecíamos. Nós o queríamos por ser mais fisiológico para mãe e bebê, mas elas nos mostraram que pode ser respeitoso! Desconstruíram nossa visão do parto centrada no médico, em posição de litotomia, com jejum, episiotomia e kristeller. Nos mostraram que, seguindo a medicina baseada em evidências, as intervenções antes tidas como rotineiras hoje são proscritas ou reservadas a casos específicos. Que a mulher deve escolher a posição. Que a mulher deve ser a protagonista! Ainda nos surpreenderam com a recomendação da OMS de que o melhor local é aquele em que a mulher se sinta segura, e no meio da gestação, contrariando anos de preconceito, nos decidimos por um parto domiciliar.
Tudo certo! Mas Letícia, cheia de personalidade, nos mostrou que não queria vir ao mundo desse jeito. Ficou pélvica. Fizemos acupuntura, exercícios, mocha. Com 37 semanas e 5 dias fizemos a VCE (manobra para virar o bebê), mas ela parou transversa. Naquela madrugada rompeu a bolsa e nossa médica, sempre muito ponderada, indicou a cesárea. E assim chegou ao mundo essa criança maravilhosa, trazendo alegria para nossas vidas! Há 3 anos Letícia me ensina todos os dias a acordar cedo, a ser mais paciente, a ser uma pessoa melhor, uma mãe melhor, uma filha melhor e uma pediatra melhor!

Quando Letícia completou 2 aninhos soubemos que ganharia um irmão. Contei ao marido durante uma sessão de fotos (rsrs), então a surpresa e a alegria foram devidamente registradas através das lentes da querida Glau! No mesmo dia encontrei a Rachel, a Érica e a Melissa (nossa enfermeira neonatologista) em um parto e já contei a novidade! Retomamos o plano original. Dessa vez vai. Gostamos da ideia de a Letícia participar da chegada do irmão e a preparamos durante os 9 meses assistindo aos vídeos de parto dos amiguinhos. Ela já brincava de parto com as bonecas e via tudo com naturalidade. O bebê (até então chamado carinhosamente de neném irmãozinho) ficou cefálico, encaixou.
Com 38semanas e 4dias iniciaram os pródromos. Contrações dolorosas, mas suportáveis, a intervalos irregulares na madrugada, que não permitiam descansar. Minha fiel escudeira Letícia estava lá me apoiando! Amanheceu o dia e as contrações cessaram por dois dias. Foi um final de semana normal, com passeios, almoços, ida a parquinhos, festa e tudo a que tinha direito. Amanheceu segunda completando 39semanas e reiniciando as contrações irregulares, agora com raias de sangue. Fui pra academia, fiz aula de solo, e a prof querida Ana Paula (que tem mais juízo do que eu), me mandou embora da hidro! Kkkk O dia seguiu com as atividades habituais e com as contrações irregulares o dia todo. Consegui tirar um cochilo à tarde. Às 22:30 começou pra valer. As contrações eram muito doloridas e eu não conseguia ficar deitada, descia e me acocorava a cada contração. O intervalo era de 10min, 7min, nunca mais curto. Descobri que é sim possível cochilar entre contrações, não é lenda!!! Amanheceu terça-feira e continuou do mesmo jeito. Estava sempre em contato com a equipe e me explicavam que fase ativa era só quando o intervalo era de 5min, que isso provavelmente eram pródromos. Meu marido maravilhoso desmarcou o trabalho (cirurgias, atendimento, tudo) e esteve comigo me dando apoio todo esse tempo. Eu não saía do quarto, estava concentrada no meu corpo. Não quis comer, marido me trazia picolés. Às 15h desanimei. Estava fisicamente exausta, não tinha dormido. Se aquilo não era trabalho de parto, se não estava fazendo meu filho chegar, era sofrimento demais!!! Abracei o marido chorando e perguntei de quem tinha sido aquela ideia de jirico de parir!!!!! Fui ao consultório da Rachel já descrente, e quando ela me examinou estava com 5cm de dilatação! Aí chorei de alívio!! Meu filho estava vindo! Vim para casa, em seguida chegaram a doula Érica, a amiga Dani (que veio ajudar com a Letícia), a fotógrafa Débora e a Rachel. Comida, bebida, risadas. Com essa festa em casa as contrações espaçaram mais ainda, vinham a cada 20, 25min. Achei que o bebê não estava se sentindo bem-vindo, achei melhor escolhermos o nome. Caetano!!! Vem, Caetano! Não vinha. Intervalo de 15min, 20min… e o medo de ter chamado todo mundo e ser alarme falso!!! Kkk Decidi me recolher e concentrar. Fui pro quarto, apaguei a luz. Contrações a cada 10min. Tentamos acupuntura para estimular, mas me incomodou. Ainda tava muito racional, com minha necessidade habitual de controlar tudo. Tirei a lente de contato. Cada contração era bastante dolorida, eu sempre me acocorava (meu corpo pedia!). Doía nas costas, na região sacral, e Érica fez massagem em cada contração e deixou calor local entre elas. O tempo entre as contrações era preenchido com descanso, picolés, e às vezes risadas e bate-papo. Letícia dormiu na sala – e, acreditem ou não, o papai dormiu com ela! Kkk Não sei como aconteceu, mas a cada exame de toque a dilatação estava um pouco maior. Até que, durante um toque de 9cm veio uma contração e a bolsa estourou. Líquido claro.
As contrações ficaram muito mais doloridas. A massagem não resolvia mais. Fui pro chuveiro. Tentei a banheira de casa, mas não me permitia movimentar. Enchemos a piscina inflável no quarto das crianças. E eu entrei. Não sei o porquê, ninguém me orientou, meu corpo pediu. Simples assim! Letícia, que ja estava acordada, viu a piscina, lembrou do amigo que nasceu nela e pediu pra assistir ao vídeo de parto dele. Depois de um tempo senti vontade de fazer força. Fiquei acocorada na piscina e a cada contração puxava o rebozo que a Érica segurava. Senti aquela queimação, era o círculo de fogo. Loucura ou não, esse foi um momento muito feliz! Foi ótimo me livrar da dor nas costas e aquela dor nova nossa significava que meu bebê tava bem pertinho! A melissa chegou discreta pra não incomodar e eu ainda gritei um oi! Esperei uma contração, a cabeça saiu e eu lembro da Rachel segurando a cabeça e me pedindo pra não sentar! Rafael chegou. Ué, se o marido tava ali, cadê a Letícia? Letícia, vem, seu irmão vai nascer!!! Esperei a próxima contração. Saiu o corpinho! Às 4:45 do dia 20 de abril de 2016 chegou o nosso príncipe!!!
Papai aparou Caetano, eu sentei e o abracei. Letícia entrou na piscina, fez um carinho e disse: eu quero pegar ele!!!
Caetano nasceu bem, acordadinho, olhando pra nós! Pode uma pessoa ser fofa desde o nascimento???
Eu ainda não acreditava…. tinha sido tudo tão lento, tão atípico, sem as contrações frequentes, sem a “partolândia” de que tinha ouvido falar… mas meu filho estava ali! Perfeito, lindo, gordinho, olhando pra mim! Meu marido e filha estavam de testemunha. Tinha acontecido!!! Eu olhei pra equipe e só consegui dizer: gente, eu pari!!!
Saí da piscina, fui para a minha cama. Esperamos o cordão terminar de pulsar para cortar. A placenta saiu e Letícia manda essa: tá nascendo mais um bebê?!? Kkkk
Caetano ficou no meu colinho por bastante tempo, foi avaliado pela Melissa ali mesmo. Quando Rachel foi suturar minha laceração superficial entreguei Caetano para pesar: 3615g de fofura! Em menos de uma hora após o parto estávamos sequinhos, vestidos, deitados na minha cama e o gulosinho mamou por um tempão!!! Avisamos aos avós e tiramos o dia para descansar da nossa maratona…

Meus agradecimentos!!!

Acredito que se não estivesse na minha casa e com minha super equipe teria passado por intervenções desnecessárias. Afinal, quem espera 30h de trabalho de parto sem intervir com absolutamente nada? Toda gratidão a essas mulheres maravilhosas que empoderaram anos atrás e acreditaram em mim até quando eu mesma duvidei!!!

Às minhas amigas que compartilharam suas histórias, me incentivaram, apoiaram, às que fizeram meu chá de bençãos e às que torceram por mim de longe! (Não vou citar nomes para não ser injusta com ninguém!)

Obrigada à minha mãe e ao meu pai que com seu exemplo de vida e força me motivam a ir atrás dos meus sonhos sempre. E por me respeitarem e apoiarem até quando não concordam com minhas decisões!

Ao meu marido Rafael companheiro de todas as horas, que sonhou o meu sonho, me apoiou e pariu juntou comigo!!! Te amo muito!!!

À minha filha maravilhosa que curtiu cada minuto da gestação e do parto!

Ao meu anjinho Caetano, que me escolheu como mãe, e que me faz feliz todos os dias.

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